A política é a essência da sociedade

A política é basilar, porque é somente através dela que se pode fazer valer e aperfeiçoar a democracia

por Erick Facioli*

Indivíduo, sociedade, governo e Estado. São essas quatro forças interrelacionadas que, primeiramente, determinam as condições de vida de um sistema humano de coexistência, com suas regras, relações, normas legais, moral, comportamentos, direitos (ou ausência deles), problemas etc. Contudo, para completar esse quadro, há necessidade de um quinto elemento: a política, em seu sentido mais nobre, ético.

Erick Facioli é jornalista, professor universitário, especialista em Gestão de Cidades, mestrando em Saúde Coletiva

Erick Facioli é jornalista, professor universitário, especialista em Gestão de Cidades, mestrando em Saúde Coletiva

A política é basilar, porque é somente através dela que se pode fazer valer e aperfeiçoar a democracia, consolidar a cidadania, diminuir as desigualdades e estabelecer melhores e mais justas oportunidades para todos. Sem política não haveria civilização nem avanços ulteriores, e o mundo seria ainda reino da barbárie, da desordem.

Portanto, devemos valorizar – e muito – a política, tirando sim de cena, via justiça (depois do devido processo legal), os que não respeitam a coisa pública e que buscam a consolidação no poder dos seus interesses particulares ou de grupos que os apóiam em detrimento do erário, das necessidades fundamentais das pessoas e da sociedade em geral.

Quanto aos que afirmam não gostar de política, penso que seria bem evolucionário reconsiderarem esse ponto, porque o ser humano é político por natureza; não há como fugir dessa realidade, muito menos negá-la… e a prova é o fato de que assim que nasce vem consigo sua primeira manifestação política, dada exatamente pelo choro. O choro é na verdade um protesto, uma reivindicação política contundente, desesperada até, pois significa, em sua “linguagem”, um pedido – ou pedidos – para que necessidades desse recém nascido sejam atendidas; do contrário, se satisfeita, a criança não choraria, não reivindicaria um atendimento para sanar aquilo que lhe falta.

E durante a vida, cada um vai estabelecendo paulatinamente sua própria filosofia de vida, que é como se coloca politicamente diante das coisas. Portanto, a política e os partidos políticos são institutos essenciais na sociedade, pois tudo na vida depende da política. Nada escapa à política. O que devemos fazer – e isso é muito importante – é (1) aprender a separar o joio do trigo pelo exercício da consciência crítica em relação às pessoas (e suas condutas pregressas) que se colocam como candidatas a algum cargo eletivo, (2) se recusar a ter a própria inteligência subestimada pela informação midiática parcial (desonesta) e (3) não confundir erros pessoais de maus políticos com as instituições das quais fazem parte, porque em princípio não são as agremiações político-partidárias o problema, mas sim pessoas más nelas presentes, descoladas do interesse público, da democracia, da Constituição e da cidadania.

*Erick Facioli é jornalista, professor universitário, especialista em Gestão de Cidades, mestrando em Saúde Coletiva

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