Assim como TV e rádio, Internet também tem de ser de graça!

Isso parece bem lógico e justo, pois as frequências da das ondas eletromagnéticas são propriedade de todos

por Érick Facioli*

Quando alguém compra um rádio, paga por ele. Mas quando ouve algum programa, não precisa pagar pelas ondas que o aparelho capta do espectro eletromagnético para usá-lo. Do mesmo modo, ocorre com televisores, celulares e afins. Isso parece bem lógico e justo, pois as frequências da das ondas eletromagnéticas são propriedade de todos, como o são também a atmosfera, os raios solares, a chuva.

Do mesmo modo deveria ser com a internet, que se enquadra nessa mesma lógica. Esse é um bom que não pode ficar disponível apenas para quem tem condições de pagar. Por isso, defendo a ideia do uso progressivo da internet grátis, disponibilizada pelo Poder Público a todas as pessoas, sem nenhum custo direto.

E isso pode ser feito por meio da instalação de pontos de wi-fi por toda a cidade, especialmente nos bairros, de modo que, para acessar a internet nessas condições bastaria apenas ao usuário um cadastro e o que ele já adquire para tal, ou seja, o computador, o celular etc.

A implantação desse sistema configura-se como a contemplação de um direito legítimo do cidadão à internet livre. E com o fim de parte da sua renda mensal para custear esse serviço, hoje indispensável para o ser humano, seu poder de compra aumentaria, beneficiando também o comércio local, já que esse montante permaneceria circulando em Botucatu. Não sairia daqui na forma de concentração de renda para o grande capital.

Outras vantagens do projeto é que ele contribui sobre maneira para a inclusão digital e para democratização da informação, que com a internet deixa de ser monopólio dos grandes conglomerados de comunicação.

Vale ressaltar que tal medida é viável e já vem sendo praticada por diversos municípios desde os meados dos anos 2000. Com boa vontade política é sim possível transformar Botucatu em uma “Cidade Digital”.

*Érick Facioli é jornalista, professor universitário, pós-graduado em Gestão de Cidades e mestrando em Saúde Coletiva

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