CPI da Merenda fará condução coercitiva de Chebabi

Santana afirmou ainda que havia conivência do Ministério do Desenvolvimento Agrário nas ações da Coaf. da Assembleia Legislativa

Por unanimidade de votos, a CPI da Merenda aprovou, no dia 16/8, a condução coercitiva do presidente da Coaf, Cássio Izique Chebabi, e de Cesar Augusto Lopes Bertholino, funcionário da cooperativa, para prestarem depoimento. Ambos haviam sido convocados para comparecer à CPI, mas não se apresentaram.

Os membros da comissão que investiga possíveis fraudes no fornecimento da merenda ouviram o promotor de Justiça de Bebedouro, Hebert Willian Oliveira; o ex-vice-presidente da Coaf, Carlos Alberto Silva; e o funcionário da cooperativa Carlos Luciano Lopes. “Foi um dia de trabalho extenso, mas muito produtivo”, afirmou o deputado.

Em depoimento, o promotor falou sobre a investigação que realizou junto à prefeitura de Bebedouro e confirmou a ação criminosa da Coaf, na pessoa do presidente Chebabi.

Ao ser questionado pelos deputados, o ex-vice-presidente da Coaf declarou que sofreu coação por parte do promotor de Bebedouro, Leonardo Romanelli, e dos delegados de Bebedouro, já ouvidos pela comissão. “Denunciei os abusos na Corregedoria do Estado. Se eu não assinasse o depoimento que redigiram, eu continuaria preso”, disse.

Santana afirmou ainda que havia conivência do Ministério do Desenvolvimento Agrário nas ações da Coaf.

O terceiro depoente do dia, ex-funcionário Carlos Luciano, também alegou que foi coagido pelos delegados e promotor para confirmar a participação de agentes políticos no esquema de fraude da merenda e registrou ocorrência na corregedoria.

Luciano confirmou parte das denúncias e garantiu que todo o dinheiro pago como comissão era entregue para o lobista Marcel Julio. A CPI já aprovou requerimento para convocá-lo a prestar depoimento.

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