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Projeto Bike traz nova motivação aos alunos da Escola Especial Nair Peres

São 17 alunos com deficiência intelectual, síndromes e deficiências múltiplas, de 7 a 14 anos, participantes do Projeto Bike

da Prefeitura de Botucatu

As tardes de quarta-feira tem sido especiais e muito aguardadas por um grupo de alunos da EE Nair Peres Sartori, em Botucatu. São 17 alunos com deficiência intelectual, síndromes e deficiências múltiplas, de 7 a 14 anos, participantes do Projeto Bike. Ele é realizado pela escola, em parceria com a Roma Sports Marketing.

De acordo com a diretora da unidade escolar, Vera Silvia Giacóia, o projeto foi idealizado pela professora de educação física, Lucia Galvão, devido a necessidade de proporcionar aos alunos uma atividade física motivadora, dinâmica e acima de tudo prazerosa.  Gall002

“O objetivo foi proporcionar aos alunos a possibilidade de aprender a andar de bicicleta, que além de ser uma atividade divertida, estimula o equilíbrio, a coordenação motora global e específica; o domínio corporal, como também ensinar aos alunos a importância dos equipamentos e regras de segurança”, explica.

Ainda de acordo com Vera Silvia, a realização do projeto só foi possível com a colaboração de Mario Roma, sócio proprietário da Roma Sports Marketing, organizadora do Brasil Ride [evento de esporte de aventura]. A empresa disponibilizou 17 bicicletas, através de seu patrocinador, e ainda participa de algumas atividades com os alunos.

“O mais importante na nossa vida é o legado que deixamos. Há três anos estamos fazendo provas aqui em Botucatu e percebemos o quanto a cidade mudou, pois hoje vemos bicicletas em todos os lugares e as crianças especiais também tem o direito de desfrutar desse movimento. Fui desafiado pela Vera e a Lucia, aceitei o desafio e estou me divertindo muito com eles. É uma satisfação pessoal participar disso tudo”, comenta Mario Roma.

Mario também contou que a primeira bicicleta ofertada para o projeto foi uma bike especial de dois lugares (tandem), utilizada por um atleta deficiente visual para carregar a tocha olímpica. “Em 2013 participei de uma ultramaratona na África com um atleta cego, que ganhou esta bike para carregar a tocha olímpica em Brasília. Quando eu contei para ele sobre este projeto, fez questão de doá-la, que por ser de passeio e não de competição, teria muito mais utilidade para esses alunos. Tudo tem uma razão de ser”, conclui Roma.

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