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Botucatuense relata tristeza de portugueses após incêndio florestal que matou 60

Andrea Morato visitou familiares em Portugal e descreveu a situação como desesperadora aos portugueses

por Flávio Fogueral

Portugal vive uma tragédia natural ímpar. Incêndio florestal neste final de semana em diversas regiões do país já vitimou mais de 60 pessoas e fez o governo português decretar estado de emergência. O incidente ocorre na região do distrito de Leiria, no centro do país europeu.

Andrea relatou toda a solidariedade dos portugueses diante da tragédia

Mais de de 830 agentes (entre bombeiros, médicos e auxiliares), 260 veículos e dez meios aéreos atuam no combate à tragédia. As origens do incêndio ainda são desconhecidas, mas o governo português descarta ser criminoso e atribui a causas naturais já que, o verão europeu fez as temperaturas a chegar a mais de 40 graus.

A funcionária pública aposentada botucatuense Andrea Morato esteve nas últimas semanas em Portugal para férias, onde visitou familiares. Neste domingo (18), seu último dia em solo português, ela relata toda a mobilização que o fato causou no cotidiano dos portugueses. Acompanhou, de Lisboa, toda a comoção provocada em suma pelas mortes e destruição causadas pelas chamas. “Estou no aeroporto de Lisboa e Portugal está triste por tudo que está acontecendo. Esse incêndio está destruindo o centro do país com as chamas e as pessoas morrendo sufocadas e carbonizadas. Estava em uma região mais ao sul do país, Algarve. É um calor muito forte naquela região”, relata.

Para se ter uma ideia do calor, às 16 horas (horário de Brasília), 20 horas na capital portuguesa, os termômetros indicavam 33 graus Celsius. A umidade do ar é de 33% e não há previsão de chuvas em todo o território português nos próximos dias. A distância entre Lisboa a Leiria – centro das queimadas-  é de 149 quilômetros, ou 1h30 em uma viagem de carro.

Mesmo distante, Andrea pôde observar a solidariedade dos portugueses com ajudas aos desabrigados, conforme disse ao Notícias Botucatu. “Uma amiga veio me deixar no aeroporto de Faro (na região de Algarve) e pudemos ver a população se dirigindo ao posto do Corpo de Bombeiros levando doações como roupas, água e comida”, disse. “A solidariedade portuguesa é incrível. Mesmo aqui, em uma região distante, as pessoas querem ajudar”, testemunhou a botucatuense.

Fazendo um paralelo com o que já vivenciou, Andrea compara a intensidade do incêndio em Portugal com as queimadas provocadas na floresta amazônica, região onde morou por muitos anos. “Ver o noticiário aqui no aeroporto e saber que muitas das estradas, que são rotas de fuga, estão fechadas ou simplesmente intransitáveis por causa do calor e da fumaça, lembrou a época em que morei em Rondônia na época de queima da madeira, quando as rodovias ficavam fechadas e as pessoas presas em suas cidades”, complementa Andreia.

 

A botucatuense retorna ao Brasil ainda neste domingo.

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