OPINIÃO | O que podemos fazer

Vamos pensar juntos! Que cidade queremos? Para nós, para nossos filhos, para nossos netos!

por Patrícia Shimabuku*

Dando continuidade aos diálogos e ideias inovadoras para nossa cidade e Plano Diretor Participativo, entrevistamos um dos convidados do evento, Conversas Urbanas 2, o Fillipe Martins, marceneiro, presidente da AAVA (Associação dos Amigos do Vale do Aracatu), co-criador e responsável pela parte técnica-científica do ASA (Aracatu na Sala de Aula) programa de Educação Ambiental (vivencial, socioambiental e ambiental turístico) da AAVA, vice-presidente do COMDEMA (Conselho Municipal do Meio Ambiente), graduado em Relações Internacionais.

Fillipe, O QUE PODEMOS FAZER POR NOSSA CIDADE?

Nunca antes, poderíamos fazer tanto e com qualidade!

Neste momento, na cidade aonde moramos, sonhamos, amamos, trabalhamos, e escolhemos para estar, há muito o que fazer. A nossa participação no processo de desenvolvimento de nossa cidade está como nunca esteve, em nossas mãos e em nossa vontade de participar.

Depois do período de redemocratização em nosso país, nunca houve um momento aonde a sociedade civil estivesse organizada, em setores distintos, como os movimentos feministas, da luta pela função social da terra, dos direitos humanos, do ambientalismo, dos conselhos municipais, das causas LGBT, das questões econômicas, sociais, inclusivas, de gênero, contra o racismo, a homofobia, e quaisquer intolerâncias que depreciam os mais altos valores humanistas.

A despeito da fragmentação dos grupos que militam por estas nobres causas, há sim, no momento histórico político e social em que vivemos, a esperança de um mundo melhor.

Nos cabe pensar, refletir e trabalhar no sentido de unir as forças e as inteligências de todas as frentes progressistas, com o objetivo de desenharmos um projeto de cidade que queremos, de cidade economicamente possível, lastreada em orçamento viável, com geração de emprego e renda, saúde, educação, lazer e paz. Para tanto, nunca antes, a necessidade de participarmos ativamente do processo decisório da criação e desenvolvimento das políticas públicas necessárias para alcançar estes objetivos essenciais para uma vida digna, esteve tão acessível.

Hoje nós, cidadãs e cidadãos, temos as ferramentas necessárias para agirmos e fazermos valer nossas melhores vontades. O Plano Diretor Municipal, os Conselhos Municipais, o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário estão aguardando o poder originário, a cidadania, para juntos construirmos uma cidade mais justa, possível, inclusiva, racional e ambientalmente sustentável.  

Quantos de nós, ainda, estão ajoelhados diante da frustação de um mundo injusto e intocável? Quanto de nós, ainda, estão prostrados com a indignação de que as coisas ao nosso redor estão erradas, injustas e corrompidas?

O remédio e a vitamina para dias melhores estão na participação e na formação do cidadão!

Temos que ser mais conscientes, internalizar a cidadania e reconhecer a nossa responsabilidade com a cidade e suas políticas públicas! 

A manipulação (da grande mídia) nos embrutece, e pior, enaltece em nós, nossos piores sentimentos. Os valores mais altos, a solidariedade, o entendimento, o ouvir, o olhar pelo outro tem de ser restaurado.  

Somente, cabe a nós a saída para dias melhores!

Doar voluntariamente nosso precioso tempo para o coletivo, para a sociedade, nunca foi tão imprescindível, como nos dias que vivemos!

Procure seus os amigos, os grupos de interesse, as associações de bairro, os vereadores municipais, os conselhos de classe etc. Doe-se, compartilhe suas expertises e a ânsia por mudança! Transforme o mundo ao seu redor. Vamos aglutinar os conhecimentos, partindo dos problemas do cotidiano, das demandas legítimas de uma vida digna e saudável! Deixe, de uma vez por todas, as invejas, os egoísmos, as vaidades, os individualismos, o ódio e a intolerância. 

Vamos caminhar juntos, na busca por dias melhores, dias possíveis!

Vamos pensar juntos! Que cidade queremos? Para nós, para nossos filhos, para nossos netos! Vamos trabalhar no tempo que der, de maneira incessante. Chegaremos lá, tenhamos esta certeza.  Venha conversar conosco, participe: Conversar Urbanas, dia 25, sexta-feira, às 19 horas, no Espaço Cultural.

“ Em que território e cidade vivemos? ”

* Patricia Shimabuku é farmacêutica industrial, professora e ativista socioambiental.

Para ler todos os artigos da colunista, acesse aqui. 

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