OPINIÃO | Transparência e igualdade começam no nosso quintal!

Tal mudança tem a intenção clara de minar o crescimento de partidos como o PSoL

por Daniel de Carvalho*

Em Brasília está em votação uma Reforma Política orquestrada por estes representantes que lá já elegeram este governo, além de impedir recentemente que sejam investigados, aprovaram a Reforma Trabalhista que corta garantias e direitos para beneficiar os que vivem de renda e lucro, efetivaram a Reforma do Ensino que cortará pedagogia essencial para construção do cidadão, e recentemente também ameaça os aposentados com uma tenebrosa Reforma da Previdência que vai enterrar o direito à segurança que todos merecem. Ou seja, nem precisa citar que a proposta é de Aécio “dois milhões” Neves – PSDB para saber que boa coisa esta Reforma Política não trará.

Uma das bandeiras que os velhos partidos defendem é a cláusula de barreira que impedirá os partidos com menor representação em Brasília de crescer: todos que não possuírem 10 deputados federais hoje já ficaram suscetíveis a mini-reforma aprovada por Eduardo Cunha – PMDB em 2015 e muitos foram inicialmente proibidos de expor seu programa de governo nas TVs durante a campanha 2016, e agora a intenção é impedir que estes sejam sequer registrados para concorrer nas próximas eleições. Tal mudança tem a intenção clara de minar o crescimento de partidos como o PSoL, que não se vende, não aluga seu projeto de Brasil igual e justo, e não filiará qualquer um somente para bater metas, mas sim unindo nas fileiras do partidos todos que lutem pelo fim dos privilégios e exclusões, por uma democracia radical e cidadania plena onde toda medida seja orientada pelas ambições populares.

Esta luta está encaminhada em Brasília com o PSoL muito bem representado por seus deputados exemplares, e vai ter resistência contra esta mudança que só faz bem à velha política de conchavos e negociatas de bastidores. Não aceitamos isso e não nos curvaremos para coronéis ou caciques.

Paralelamente, seguimos a caminho de um dos momentos mais importantes para o PSoL, o 6º Congresso Nacional do partido, e realizamos no último sábado, 2 de setembro, a Plenária Municipal de Botucatu, primeira etapa de discussão e estudo dos projetos de luta que devemos seguir pelos próximos dois anos. Abertos, horizontais e transparentes, todos tem igual voz e força para defender sua ideia de partido. Juntxs, sempre.

Para o Congresso Estadual, segunda etapa rumo à Nacional, a ser realizado nos dias 4 e 5 de novembro em São Paulo, foram inscritas 8 teses de correntes internas do partido, cada uma necessitando do apoio de 400 filiados para laurear sua inscrição. Na Plenária de Botucatu estiveram presente para defender suas teses, representantes da Ação Popular Socialista – APS, corrente da Unidade Socialista que atualmente é maioria nos diretórios Estadual de São Paulo, e Nacional, contando com o apoio de Juninho, atual presidente estadual, Ivan Valente e Luiza Erundina, deputados federais, representantes do Movimento Esquerda Socialista – MES apoiado por Luciana Genro, candidata a presidenta em 2014, Sâmia Bomfim e Toninho Vespoli, vereadores em São Paulo, e do Primeiro de Maio apoiado por Raul Marcelo, deputado estadual em São Paulo, Fernanda Garcia e Mariana Conti, vereadoras em Sorocaba e Campinas, sendo estas duas últimas correntes formadoras do Bloco de Esquerda, que lançou a candidatura do deputado estadual Carlos Giannazi para presidente estadual do partido.

Realizamos uma tarde de muito estudo e conversa aberta sobre as ambições individuais e coletivas do Diretório Municipal, construído pela luta e conquistas de cada filiado, e nos debruçamos em processo aberto, justo e democrático na análise das políticas que acreditamos. Assim, elegemos juntos 2 delegadxs para representar o posicionamento do Diretório Municipal no Congresso Estadual, sendo lá acompahados por todxs filiadxs de Botucatu, onde serão eleitxs o diretório estadual e xs delegadxs a representar o Estado de São Paulo no 6º Congresso Nacional do PSoL no início de dezembro em Luziânia-GO!

Se sonham em acabar com a luta popular por debate e análise transparente das políticas públicas coronelistas tentando obrigar que se renda e desista da luta por um futuro melhor para si e sua família, ou se curve e siga calado os mandos da oligarquia de interesses que atualmente tem o controle político e econômico do país, estão subestimando a força do trabalhador, estudante, e aposentadx, todos e todas excluídos de nosso país. Cidade a cidade, seguiremos juntxs! NÃO PASSARÃO!

Que momento! Parabéns a todos!
Só a luta muda a vida.

Daniel de Carvalho – Presidente do Partido Socialismo e Liberdade – PSoL 50 Botucatu, Conselheiro Municipal de Cultura, Membro da Comissão Municipal de Transporte Coletivo – CMTC, estudante de direito e empresário, em diálogo à coluna do professor de história e deputado federal Chico Alencar – PSoL.

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