OPINIÃO | A luta de governo, indústria e agronegócio para dar ração humana à economia

Erra-se ao aceitar que as lideranças de hoje devem escolher os melhores caminhos para seguirmos

por Daniel de Carvalho*

Vendo tamanho esforço, encontros noturnos, reuniões pela madrugada adentro e decisões tão arriscadas quanto impopulares, uma leitura de supetão só destaca a nobreza da dedicação de cada envolvida e envolvido na solução política da crise e econômica do Brasil. Trabalhadores assíduos acostumados com o sucesso e impávidos na busca de sua meta. Quem observa os bilhões negociados em Brasília por Michel Temer para coalizar deputados, assim não afastar e provavelmente prendê-lo, assim como grandes caciques, totens do governo PMDB-PSDB, toda genialidade na construção de sua inocência nas votações que questionem a força de seu governo de balcão, poderia até coroa-lo como essencial para que os objetivos sejam atingidos, e mantê-lo.

Daniel de Carvalho é publicitário e presidente do PSOL de Botucatu

Paralelo a tamanho esforço, o silêncio do mercado e grande empresariado que empossou o corrupto rei após decapitação da antiga gestão, graças à gigantesco esforço e financiamento tucano, soa pacificador após anos de turbulência na luta contra a corrupção que, com o novo mandato, atingiu seu objetivo maior, depois tira-se o resto. Amarrando os que ali representam milhões, 513 agem por um quadriênio à consciência e assim o fazem, representam quem valorizam e quem os sustenta e elege. A primeira proposta do ávido líder fora a PEC do Teto de Gastos, que sucatearia o serviço público e abriria caminho para a dependência da educação e saúde privada. Aceito sem pestanejeio. Sagaz. A Reforma do Ensino Médio, ainda emplacada como maiores anunciantes do Governo Federal nas Rádios e TVs, escancarou a porta da esperança para os empresários da educação avançarem avidamente sobre este nicho. Assim prometeu e as peças deste xadrez, torre e bispos, se adiantaram sobra a demanda. Gerenciar a educação como uma ferramenta econômica, não como uma construção social. Apoio imediato dos vários setores que financiam legislações através deste mercado. Perdões fiscais, isenções atmosféricas, refinanciamentos “negócio de mãe”. Muito foi feito para satisfazer mercados e distanciar as decisões do Congresso Brasiliense do cunho social que a casa deveria ter, representando o povo, espelhando assim nos financiadores de campanha e nos reis do Brasil.

Quando se desenvolve qualquer centro crítico sobre a conduta que se tem, sabe-se que os atos feitos são com este ou aquele caráter, este ou aquele valor. Assim a experiência vai apresentando pequenos traquejos para cascudar a cada um e assim empoderar a autonomia de sua decisão, capacitar que os efeitos de suas caminhadas ecoem por percursos positivos e construtivos, que trilhem pegadas a serem seguidas. Deste mar de experiências e construções fantásticas que a vida proporciona, alguns são os eleitos por todos (sim, todos, na democracia todos são representados assim como relativamente atendidos) e estes assim caminham e abrem trincheiras a serem seguidas. Escolhidos por serem os que melhor trilham os caminhos para que seus eleitores sigam, e representam a busca que estes seguidores desejam. Assim é a democracia e a representatividade, caminhos trilhados por mais ou menos pessoas mais largas ou não, mas todas livres para trilhar seus caminhos, na velocidade que puder com a ferramenta que escolher, mas a ambição democrata é que ninguém fique sem caminhar.

Erra-se ao aceitar que as lideranças de hoje devem escolher os melhores caminhos para seguirmos. São hábeis negociantes, comerciantes dos interesses e conquistas que cada um tem, compram com nosso dinheiro apoio que garantem sua imunidade em troca dos privilégios de quem os sustente, o trabalhador a abrir caminho para todos “diferenciados, sonham com o sucesso dos estudantes visando o ideal de aposentadoria que se promete e merecem todos. Enquanto há quem siga construindo a necessidade de um rei premiado que guie o caminho, haverá a necessidade dos sacrifícios enquanto há a abertura para manutenção dos “especiais”. A principal mudança está no do descrédito do que se chega, no sucesso que almeja da Economia enquanto que este caminho é essencial apenas aos que se mantém acima enquanto que a renda não é distribuída.

Só a luta muda a vida.

Daniel de Carvalho – proprietário da DC Design Comunicação, Presidente do PSoL 50 Botucatu, e estudante de direito.

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