Polícia flagra mulher transportando macacos silvestres na Castelo Branco, em Itatinga

Polícia Ambiental foi acionada para a elaboração de Autos de Infrações ambientais que totalizaram R$ 82 mil

do site A Bigorna (Avaré)

No dia 07 de dezembro, durante fiscalização pela praça de pedágio de Itatinga, na rodovia Presidente Castelo Branco (SP-280, km 208), a Equipe TOR observou que uma condutora do veículo com placas de São Paulo/SP manobrou o veículo para outra cabine de pagamento de tarifa ao ver  os policiais, sendo abordada para verificação.

No veículo, estava a condutora e no banco traseiro, seu companheiro e seu filho de dois anos. Ao indagá-los a respeito da viagem que faziam, a Equipe de policiais militares rodoviários notou certo nervosismo de ambos e que a viagem se deu num intervalo muito curto para a distância entre os locais, pois saíram de São Paulo/SP  e foram até Londrina/PR, tudo num intervalo de menos de 24hs, sendo que alegaram que essa viagem seria um passeio.

Tal situação levou a Equipe a fazer uma vistoria minuciosa no veículo, sendo localizados embaixo dos bancos dianteiros 5  primatas conhecidos como “macacos prego”, animais em situação de quase ameaça na natureza. Os macacos estavam sendo transportados em meio a papéis, restos de alimento, ferramenta (martelo) e uma embalagem de lubrificante para motores.

Foi dada Voz de prisão ao casal pelos crimes dos artigos 29 (Transportar espécimes da fauna nativa sem autorização) e 32 (praticar maus tratos em espécimes da fauna nativa) da Lei 9605/98 – Lei dos crimes ambientais e a ocorrência foi encaminhada ao plantão de Polícia Civil de Botucatu, onde foi elaborado um Termo Circunstanciado por se tratarem de crimes abrangidos  pela Lei nº 9099/95, onde a pena máxima de um crime não excedendo a 02 anos de prisão e o autor concordando em comparecer a um Juizado Especial Criminal, poderá cumprir penas alternativas diferentes das penas privativas de liberdade.

Após a lavratura do Termo circunstanciado, a Equipe do TOR encaminhou os macacos prego apreendidos ao CEMPAS (Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres) da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP de Botucatu onde ficaram depositados para serem cuidados e posteriormente devolvidos ao habitat natural.

A Polícia Ambiental foi acionada para a elaboração de Autos de Infrações ambientais que totalizaram R$ 82.000,00 pelas infrações referentes ao transporte e introdução dos espécimes da fauna silvestre nativa sem autorização, além das infrações referentes aos maus tratos sofridos pelos animais durante o transporte.