OPINIÃO | A capacidade humana de sonhar

Se você não gostou de ‘La La Land’, também não deve apreciar este filme

por Oscar D’Ambrosio*

Se você gostou de ‘La La Land’, vai provavelmente também admirar ‘O Rei do Show’, uma cinebiografia com ampla liberdade de P. T. Barnum, Phineas Taylor Barnum (1810 – 1891), um showman e empresário do ramo do entretenimento norte-americano, lembrado principalmente por promover uma mistura de circo, zoológico e apresentação de freaks.

Anões, mulheres barbadas, negros e homens muito altos e muitos gordos, entre outros personagens que ele encontrava, desenvolvia ou inventava, tornaram Barnum uma lenda, assim como a turnê que protagonizou pelos EUA da cantora lírica Jenny Lind, conhecida como a Rouxinol Sueca.

Se você não gostou de ‘La La Land’, também não deve apreciar este filme, dirigido pelo estreante Michael Gracey e com músicas dos mesmos autores da trilha sonora original do filme que reinventou os musicais americanos no ano passado. Está ali o mesmo tom adocicado e a presença marcante da percussão em algumas melodias.

Veja o filme por quatro razões: (1) uma marcante cena de abertura; (2) uma defesa permanente da capacidade humana de sonhar; (3) a possibilidade do filme servir como base para a discussão do respeito à diversidade; e (4) a cena em que o casal protagonista (Hugh Jackman e Michelle Williams) canta e dança junto a varais de lençóis pendurados. E bom 2018! Com muitos sonhos!

Oscar D’Ambrosio é Doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, onde atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa.