OPINIÃO | Teremos um salvador da pátria em 2018?

Passamos por tantos problemas nos últimos anos que parte do eleitorado brasileiro anda bastante desanimada com os nossos representantes

por Narlon Xavier Pereira*

E ai 2018 chegou! E agora? Agora é acompanhar de perto esse novo ano que se inicia com uma agenda bastante cheia, afinal de contas o ano mal começou e parece que dois mil de dezessete nem acabou por conta da crise política. São tantos os motivos para crermos nisso que chega a nos dá um friozinho na barriga. De fato a crise política por mais que queremos não se finda, pelo contrario vem persistindo arduamente. Sendo assim esse novo ano será muito importante para nós brasileiros, pois teremos eleições e vamos tomar algumas decisões a partir de outubro. Dentre elas a de escolher o novo Presidente do Brasil para os próximos quatro anos. Afinal de contas à democracia é a arma mais poderosa de um país e aqui no Brasil não seria diferente.

Passamos por tantos problemas nos últimos anos que parte do eleitorado brasileiro anda bastante desanimada com os nossos representantes. A sucessão de escândalos e de denúncias noticiadas nos meios de comunicação vem fazendo com que muitos optem em se afastarem das discussões políticas ou por acreditarem em pré-candidatos que tenham os discursos incoerentes com a nossa realidade ou carregados de ódio e intolerância. Justificado-se essa opção como uma forma de protesto se baseando em palavras fabricados ou frases prontas, como por exemplo a do bordão: “pior que tá não fica”, esse tipo de discurso vem crescendo e deixando vários cientistas políticos preocupados. Afinal de contas são pensamentos ultrapassados como esses que podem comprometer a estabilidade política de um país democrático que vem passado por uma crise sem tamanho há alguns anos por conta da corrupção sistêmica que assola as nossas entidades públicas.

É preciso alertar nossos jovens, a solução para um país em crise não vem de um postulante salvador da pátria, afinal de contas é muito difícil acharmos super-heróis neste campo. Infelizmente o que vemos é bem ao contrario, trata-se de vilões disfarçados de mocinhos que pregam aos quatro ventos o manual de como resolver os problemas do país. A política nacional não vive um de seus melhores momentos e não pode ser por isso que devemos nos abater ou acharmos que está tudo perdido.

O Brasil não pode e nem vai se ajoelhar aos pés de políticos corruptos, somos uma nação que já passou por muitos problemas e sempre demonstrou maturidade para solucionar todos, e mesmo com essa crise política não será diferente.

Mas para isso precisamos unir nossas forças em prol de nosso país, gritando alto e de bom tom, fazendo com que nossas vozes sejam ouvidas pelas entidades que regem esse país. Não precisamos de falsas promessas e nem de falsos profetas, precisamos de pessoas honradas e honestas e que não estejam acima e nem abaixo das leis. Que una o país em vez de separá-lo, que cuide e que olhe para as pessoas mais humilde, que não subestime a inteligência do povo, pois somos e sempre estaremos de olhos bem abertos para aqueles que nos enganaram e patrocinaram de uma forma ou de outra está crise de instabilidade que vivemos hoje.

Com a chegada desse ano novo cresce a esperança de caminharmos para dias melhores no campo da política, mas ainda teremos que caminhar por um longo período até conseguimos estabilizar o nosso país. Neste ano ainda teremos que aguardar o desenrolar da administração do Presidente antipopular Michel Temer, que recebeu este titulo devido a medidas que desagradam o povo brasileiro, mas que para ele são necessárias para a recuperação econômica do país. Veremos agora mais recentemente o desafio de Temer em tentar aprovar a reforma da previdência, e isso será um teste crucial em seu último anos de governo, principalmente pelo fato do congresso brasileiro andar bastante insatisfeito com os pacotes de bondades conhecidos no mundo político como emendas parlamentares.

Assim 2018 chegou! Com tantos problemas para resolver que nos faz reportarmos para o ano anterior. Porém é preciso termos paciência nesse novo ano que ainda continua com cara de velho. O povo brasileiro como sempre será o principal protagonista na solução dos problemas que enfrentamos, não em busca de vingança, mas sim em busca de justiça. É preciso aguardamos com sabedoria o momento de nos posicionarmos. Não podemos permitir que os arautos da moralidade e das conversas fiadas de salvação do país tenham vez e voz neste ano que será de transformações e mudanças no cenário político. O resultado das eleições deverá ser soberano e respeitado para garantia da ordem do estado de direito.

Narlon Xavier Pereira graduado em Ciências Biologias pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB e mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual Paulista – Unesp.