Doutoranda em Agricultura da FCA/Unesp conquista bolsa de pesquisa em universidade canadense

A pós-graduanda da FCA, também é docente do Instituto Federal Goiano (IFG)

da Assessoria da FCA

A partir de março de 2018, Rute Quelvia de Faria, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia/ Agricultura da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, vai desenvolver atividades de pesquisa na McGill University, em Montreal, Canadá.

A pós-graduanda da FCA, que também é docente do Instituto Federal Goiano (IFG), teve o projeto de pesquisa “Longevidade e qualidade fisiológica de sementes de soja submetidas à secagem por micro-ondas” selecionado por meio de um edital promovido pela instituição canadense e receberá uma bolsa de seis meses para a realização dos estudos no país norte-americano.

O projeto selecionado corresponde a uma parte da pesquisa de doutorado que Rute está desenvolvendo na FCA, sob a orientação da professora Maria Marcia Pereira Sartori, do Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal.

Desde 2016, um grupo de docentes e pesquisadores da FCA desenvolve um projeto, com auxílio pesquisa da Fapesp, denominado “Software para predição da qualidade fisiológica de sementes de espécies agrícolas”. Um dos artigos produzidos no âmbito do projeto, intitulado “Desenvolvimento de um software para avaliação da germinação e longevidade de sementes”, foi premiado como melhor trabalho na sua área, no XX Congresso Brasileiro de Sementes, realizado em agosto de 2017, em Foz do Iguaçu, pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates). O trabalho tem como autores, além da professora Maria Márcia e de Rute, os professores Edvaldo Aparecido Amaral da Silva, também do Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal da FCA e Renato Fernandes Cantão, da UFSCar.

“De maneira geral, o projeto geral busca o desenvolvimento de um software para avaliação de longevidade e germinação de sementes de soja e milho”, explica a professora Márcia. “Em sua tese, Rute desenvolve toda a parte fisiológica do trabalho. Durante esse período no Canadá, ela vai avaliar a secagem das sementes a partir de um aparelho de micro-ondas criado por Vijaya Raghavan, docente do Departamento de Engenharia de Biorecursos da McGill University, comparar os resultados com outros métodos de secagem e avaliar a influencia desse método na longevidade das sementes”.

Segundo a professora Marcia, a proposta de uso do micro-ondas na secagem de sementes pode trazer relevantes impactos econômicos nos processos de beneficiamento e armazenamento, reduzindo danos e contribuindo para uma maior longevidade do produto. “É uma questão que ainda carece de expressivos avanços na tecnologia de sementes. Portanto, a colaboração com o professor Raghavan e a McGill University poderá trazer benefícios notáveis aos trabalhos desenvolvidos sobre longevidade de sementes na FCA”.

A orientadora de Rute também destaca o empenho da doutoranda e a forma não usual de obtenção da bolsa. “Não foi uma conquista simples. Não tínhamos contato nenhum com a instituição ou o pesquisador. Fomos apenas seguindo a proposta do edital, escrevemos o projeto e acabou acontecendo. Esse resultado recompensa o esforço da Rute e é uma satisfação para todo nosso grupo de pesquisa”.

Além dos docentes e da doutoranda citados acima, o grupo de pesquisa conta também com os alunos Amanda Rithieli Pereira dos Santos e Deoclecio Jardim Amorim, mestrandos do Programa de Pós-graduação em Agronomia – Agricultura.