Central Bela Vista oficializa a primeira doação de terra para a Represa do Rio Pardo

A represa ficará 9 km à montante da Represa do Mandacaru, acima da Cachoeira do Véu da Noiva

da Prefeitura de Botucatu

Na tarde desta segunda-feira, 26, a Prefeitura de Botucatu assegurou o recebimento, em forma de doação, de dois dos 14 lotes de território que precisarão ser desapropriados para a construção da Barragem do Rio Pardo. As duas matrículas eram de posse da Central Bela Vista, empresa que atua na produção de sêmen bovino.

O Prefeito Mário Pardini tem negociado pessoalmente com os proprietários das áreas para garantir o mínimo de custo para o Poder Público Municipal. Ao todo, são nove donos da área necessária.

“Para nós, Angus Bela Vista, é muito importante que Botucatu possa se desenvolver cada vez mais e é uma enorme satisfação podermos ajudar para que no futuro o município possa crescer, para que todas as pessoas que moram aqui possam ter água garantida. Nós não estamos aqui só para desenvolver nosso trabalho de genética, mas temos uma grande responsabilidade social com essa comunidade”, disse Paul Vriesekoop, Diretor-presidente da Central Bela Vista.

A assinatura da doação ocorreu na sede da fazenda Bela Vista em Botucatu, na região da cachoeira do Véu da Noiva. Participaram, além do Diretor-presidente do grupo e do Prefeito Mário Pardini, o coordenador do escritório de projetos da Prefeitura, Sergio Bacch, o procurador do município, Antonio Henrique Nicolosi Garcia, o gerente de operações da Central Bela Vista, Gerson Sanches, e o diretor da empresa Luis Adriano Teixeira, que deverá assumir a presidência da empresa nos próximos meses.

“Este é o primeiro passo neste processo de desapropriação das terras que serão alagadas após a construção da Barragem do Rio Pardo. Agradeço imensamente a sensibilidade dos diretores da Central Bela Vista, que pensaram no povo de Botucatu e nos benefícios dessa obra, acima de todas as coisas. É o sonho que começa a virar realidade”, afirma o Prefeito Pardini.

Tratativas

O Prefeito Mário Pardini tem intensificado ações visando agilizar o processo de liberação ambiental para a construção da Barragem do Rio Pardo. Somente no mês de fevereiro, o líder do Executivo esteve na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, solicitando apoio do Secretário da pasta, Maurício Brusadin; na diretoria da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, para uma reunião com o Diretor de Sistemas Regionais, Luiz Paulo de Almeida Neto; e também em Brasília, no Centro Nacional de Arqueologia, onde se reuniu com o arqueólogo Eric Lemos, do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, em busca de agilidade na análise do projeto de avaliação do impacto ao patrimônio arqueológico e no Ministério das Cidades, onde despachou o assunto com o Ministro Alexandre Baldy.

Projeto

A barragem do Rio Pardo garantirá a autossuficiência no abastecimento de Botucatu nas próximas décadas. Para se ter ideia, a vazão estimada necessária para atender a população botucatuense no ano de 2040 é de 700 litros de água a cada segundo, muito superior a capacidade média atual de produção do Rio Pardo (500 L/s). O projeto prevê vazão de 1000 litros por segundo.

“É importante lembrar que a mínima histórica registrada em outubro de 2014, pico da maior crise hídrica da história do Estado de São Paulo, foi de 380 litros por segundo, produção inferior ao que é necessário para abastecer Botucatu. Por isso, estamos investindo nossa força de trabalho nesse projeto”, destacou Pardini.

A represa ficará 9 km à montante da Represa do Mandacaru, acima da Cachoeira do Véu da Noiva. Seu volume total de reservação é de 7,7 milhões de m³. Sua área chegará a 319 hectares, sendo 164 de Área de Proteção Permanente.  Somente a barragem terá 600 metros de extensão, com profundidade que varia entre 15 e 20 metros. O investimento está contabilizado em pouco mais de R$ 50 milhões.