OPINIÃO | A mulher ainda é um sexo frágil? A história responde

A mulher não é um sexo frágil, pelo contrário, ela é bem mais forte do que muitos imaginam

Narlon Xavier Pereira*

A pergunta que abre este texto é bem subjetiva, e típica de pessoas que tem ainda uma mente primitiva. Achar uma mulher frágil é ofender e subestimar a força e a garra feminina que tenta ganhar espaço em um mundo machita e preconceituoso. Vivemos atualmente uma das maiores discussões sobre o gênero e sempre observamos o quanto à mulher ainda é tratado com menosprezo. Ao contrário disso, as mulheres sempre foram uma referência na força, na perseverança e na virtude. Quem está dizendo isso não sou eu, mas sim a história, que conta e reconta em detalhes a força feminina ao logo de um contexto histórico no qual os homens sempre mantiveram o domínio.

Por exemplo, a história retrata a vida de várias mulheres fortes e sabias dentre elas podemos destacar: Cleópatra uma das mulheres mais conhecidas de todos os tempos que reinou o Egito. Joana D’Arc que foi uma das grandes heroínas da guerra dos 100 anos. Ana Pimentel Esposa de Martim Afonso de Souza que chamou a atenção por ter governado a capitania de São Vicente sem nunca ter posto os pés no Brasil.

Dandara casada com Zumbi dos Palmares ficou conhecida por ter sido uma guerreira feroz e brava na defesa do quilombo. Chica da Silva a primeira escrava negra que alcançou prestígio e riqueza no Brasil. Maria Quitéria famosa militar brasileira, disfarçou-se de homem para lutar na guerra da independência pela Brasil.

Madre Teresa de Calcutá, uma das maiores personalidades do século XX missionária católica, dedicou grande parte de sua vida aos desprotegidos e pobres da Índia.

Irmã Dulce, grande referência brasileira, religiosa que se destacou por seu trabalho de assistência e proteção aos pobres e aos necessitados. Além de ter conduzido inúmeras obras de caridade no nordeste, em especial na Bahia.

Eva Perón que foi a Segunda esposa de Juan Perón, se tornou uma das maiores líderes políticas da história da Argentina. Margaret Thatcher foi à primeira-ministra da Grã-Bretanha por 11 anos, ficou conhecida em todo o mundo como “Dama de Ferro” graças a forma dura que governava.

Maria da Penha, que foi vítima de violência doméstica pelo ex-marido, cuja sua luta e história inspiraram a lei de proteção as mulheres. Hoje é coordenadora da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações de Vítimas de Violência.

Além disso, temos a Rainha Elisabeth II, que alcançou o maior reinado da história da Inglaterra. Atualmente a rainha tem 91 anos de idade e 63 de reinado considerado o mais longo da Grã-Bretanha.

Todas essas mulheres bem como outras que não foram citadas aqui marcaram a história com suas lutas, inteligência e principalmente força. Força esse que as mulheres tentam reafirmar a cada dia, principalmente neste mês de março, o mês em que se comemora o dia internacional da mulher.

Mas afinal de contas por que dedicamos o dia 8 de março ao dia internacional da mulher? Conta à história que a origem da comemoração surgiu primeiramente nos Estados Unidos e na Europa, que contou com vários fatores dentre eles a luta por igualdades e melhores condições trabalhistas. Uma das primeiras manifestações teve registro no ano de 1857, quando as mulheres da indústria têxtil de Nova Iorque fizeram uma greve geral por melhores condições de trabalho.

Porém o dia internacional da mulher foi instituído no dia 08 de março de 1910, na famosa conferência internacional de mulheres em Copenhague na Dinamarca. Um ano depois de instituído o dia internacional da mulher, 146 operárias na grande maioria costureiras morreram no incêndio da fabrica têxtil  Triangle Shirtwaistde em Nova Iorque, incêndio esse atribuído as más condições de trabalho.

Mas o dia internacional da mulher passou por vários anos despercebido, até que no anos de 1977 as Organizações das Nações Unidas reconheceu a data e de lá para cá ela é além da festividade e comemoração a oportunidade que muitas mulheres tem para reafirmarem a luta pela igualdade de gênero.

Podemos concluir então que a própria história encarrega de responder a pergunta central do texto. A mulher não é um sexo frágil, pelo contrário, ela é bem mais forte do que muitos imaginam. É nosso dever acabarmos com essa mistificação preconceituosa, pois as mulheres hoje são mães, donas de casa, motoristas, engenheiras, pilotas, militares, pedreiras, jogadoras de futebol, dentre outras profissões que até então era dominada pelos homens, além disso, podemos dizer que as mulheres de uma forma geral são belas, recatas e do lar.

Narlon Xavier Pereira graduado em Ciências Biologias pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Sobre Flavio Fogueral