Atendimentos no Posto de Saúde de Avaré serão mantidos

Prefeitura divulgou nota suspendendo o atendimento por conta de reformas no prédio

Por Christian Castilho*

A decisão por suspender o atendimento no Centro de Saúde I, conhecido como “Postão da Rua Acre”, teve uma reviravolta. A Prefeitura de Avaré decidiu, nesta segunda-feira (7), manter os atendimentos no prédio, que pertence ao Estado de São Paulo.

A decisão foi tomada após o Prefeito Joselyr Silvestre (PTB)  reunir-se na última sexta-feira, 7, com os secretários de Saúde e Obras e pedir uma solução intermediária junto ao Governo do Estado para que os atendimentos não fossem suspensos totalmente.

Após a reunião, ficou decidida pela continuidade dos atendimentos por tempo indeterminado. Caso a suspensão dos serviços seja ordenada, os paciente serão avisados antecipadamente.

O Posto seria interditado para a realização de reformas no prédio. As melhorias consistem em serviços como aberturas de paredes, troca de piso, rampas de acesso e pinturas são algumas das interversões projetadas. O valor liberado para a obra é de R$1.895 milhões, com recursos viabilizados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A unidade atende cerca de 400 pacientes diariamente e conta em torno de 60 servidores entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipe de apoio. A Secretaria de Saúde de Avaré, porém, não soube especificar o valor de gastos com o “Postão”.

Com a suspensão dos atendimentos, médicos, funcionários e pacientes seriam remanejados para outras unidades. O secretário da Saúde do Município, Roslindo Machado,  alega que foram “pegos de surpresa” com a decisão da Secretaria de Estado da Saúde e, que tentou adiantar em 15 dias essa ordem para que os munícipes que marcaram consultas fossem avisados com antecedência, já que as obras começariam na segunda-feira. Mas o mesmo não obteve autorização.

Com decisão, os pacientes que esperam durante meses, teriam que ficar mais tempo sem atendimento até que fossem regularizados e remanejados as consultas para outras unidades, o que acabou causando repercussão entre os usuários do sistema público de saúde e da população, que protestou nas mídias sociais.

*Christian Castilho é estudante de jornalismo da Eduvale Avaré e estagiário do Notícias Botucatu.