Bolsa Família injeta mais de R$ 5,7 milhões na economia botucatuense

A soma dos valores corresponde ao benefício às 3287 famílias cadastradas atualmente no município

por Flávio Fogueral 

Maior benefício social de complementação de renda a famílias de baixo poder aquisitivo do país, o programa Bolsa Família foi responsável por acrescentar R$ 5,760 milhões na economia de Botucatu entre maio de 2017 e abril deste ano. Os dados integram a base do Cadastro Único, ferramenta do Ministério do Desenvolvimento Social e que agrega informações sobre os diferentes tipos de auxílios governamentais.

A soma dos valores corresponde ao benefício às 3287 famílias cadastradas atualmente ao programa no município. Este total corresponde a 6,16% da população botucatuense, estimada em 142 mil habitantes. A média recebida por cada família, em abril, foi de R$ 156 O relatório considera, ainda, que 1313 famílias estão em situação de extrema pobreza (onde a renda per capita é de R$ 85 por pessoa).

O Bolsa Família é um dos vários programas sociais criados nos últimos anos pelo governo federal, e que possibilita a transferência direta de renda a famílias extremamente pobres (com renda mensal de até R$ 85,00 por pessoa) ou pobres (com renda mensal de R$ 85,01 a R$ 170,00 por pessoa).

Para o beneficiário continuar no programa, compromete-se a uma série de condições estipulados pelo governo como a manutenção de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos na escola (com frequência mínima de 85% por mês); jovens de 16 e 17 anos devem ter frequência mínima de 75% das aulas; além da obrigatoriedade, na área da saúde, que crianças menores de 7 anos tenham toda a vacinação em dia, além do acompanhamento de peso e altura. As gestantes devem obrigatoriamente passar por exames pré-natal.

Larissa Carvalho, coordenadora do Cadastro Único dos Programas Sociais, salienta que o Bolsa Família impacta a economia local como um todo, citando que estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constatou que para cada R$ 1 transferido às famílias, o PIB (Produto Interno Bruto) do município tem acréscimo estimado de R$ 1,70.

“Quanto ao número de famílias que ingressam no benefício, elas se cadastram para demais benefícios como o Minha Casa, Minha Vida; Criança Feliz; Tarifa Social de Energia Elétrica, Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outras modalidades. O sistema faz o cruzamento das informações e analisa a situação apresentada pela pessoa que pode ou não receber o Bolsa Família”, salienta a coordenadora.

Ela explica que as recentes mudanças recentes ocorridas no sistema do Bolsa Família tornaram as regras de permanência mais rígidas, porém o recebimento da primeira parcela a quem ingressa no programa, caiu de 90 para 60 dias, em média.

Mesmo assim, o número de beneficiários mantém-se estável, com variações pontuais entre janeiro (3219) e abril (3287). Isso se deve às constantes verificações do Cadastro Único, que mensura pontos como o aumento de renda dos responsáveis pelo lar, além de outros aspectos. Relatório emitido pelo Cadastro Único e disponível para a população no Portal da Transparência do site da Prefeitura de Botucatu, salienta que 773 famílias ainda não atualizaram as informações e correm o risco de deixar de receber o benefício.

“O Cadastro Único concentra outras modalidades de auxílios sociais e, por isso, faz uma varredura na situação das pessoas que são beneficiadas. O sistema está mais criterioso e, com isso, periodicamente o número de famílias assistidas muda. Mas o que vemos é uma tendência de crescimento pelos efeitos das crises econômicas, desemprego, e também mudança no rendimento das pessoas, que muitas vezes são inferiores aos estabelecidos para o recebimento do Bolsa Família”, complementa Larissa.

O atendimento do Cadastro Único em Botucatu é realizado por meio de agendamento via telefone ou pessoalmente, na sede do serviço, na Rua Dr. Cardoso de Almeida, nº 909. Contato pelos números (14) 3814-0896 e/ou 3882-7666.

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