Revolução Constitucionalista de 1932 completa 86 anos

O conflito durou meses e foi encerrado quando assinada a rendição que pôs fim à Revolução

da Alesp

Na segunda-feira, 9 de julho de 2018, comemoram-se 86 anos de um símbolo na história do Estado de São Paulo: a Revolução Constitucinalista de 1932, movimento armado em que o Estado, sem aliados, entrou em guerra contra o resto do país. O objetivo era derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e promulgar uma nova Constituição para o Brasil. Quando assumiu, Vargas nomeou interventores nos Estados. Os paulistas não aceitaram um interventor de fora e se rebelaram contra os novos rumos da política brasileira.

O estopim do movimento foi o desaparecimento de quatro estudantes, em uma tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista. A morte dos jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade se transformou no símbolo do movimento e formam o acrônimo M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes dos estudantes.

Um dos monumentos mais emblemáticos de São Paulo faz referência à Revolução de 9 de julho de 1932. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, oficialmente chamado Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32. Lá estão sepultados os corpos dos mortos durante o movimento paulista.

O conflito durou meses e foi encerrado quando assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

A mobilização partiu de grupos políticos ligados à cafeicultura do Estado, depois da derrubada do governo de Washington Luís, em 1930.