Gás de cozinha deve passar dos R$ 60 em Botucatu após reajuste da Petrobras

No último levantamento realizado pela  ANP, o botijão de treze quilos custava, em média, R$ 56

por Flávio Fogueral

Os consumidores botucatuenses terão que desembolsar a mais para comprar o gás liquefeito de petróleo de 13 quilos, o popular “gás de cozinha”, após o mais recente reajuste autorizado de 8,5% no preço do produto anunciado na segunda-feira, 5, pela Petrobras, estatal que detém o monopólio da exploração do produto no país.

Em vigor desde a meia noite de terça-feira, os novos valores impactam diretamente a comercialização de um dos mais essenciais produtos derivados de petróleo por parte dos brasileiros. Os preços, com o acréscimo do percentual autorizado pela Petrobras, podem superar os R$ 60 em diversas distribuidoras botucatuenses.

No último levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o botijão de treze quilos custava, em média, R$ 56. Os menores valores foram encontrados em distribuidoras na Vila Cidade Jardim e Jardim Itamaraty, com o produto a R$ 55. Já os maiores preços estão em três distribuidoras nos Jardins São Vicente e Santa Helena, além da Vila dos Lavradores, tendo o gás de cozinha vendido a R$ 60 e R$ 65, respectivamente.

Tendo por base tais valores encontrados nas distribuidoras, será possível adquirir o gás de cozinha custando de R$ 59 a R$ 70. De acordo com a Petrobras, na média nacional, o preço de venda nas refinarias da companhia, sem tributos, será equivalente a R$ 25,07. Desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais, a alta acumulada do produto é de R$ 0,69 ou 2,8%.

O valor que o consumidor botucatuense encontrará nos próximos dias será menor do que o registrado em novembro de 2017, quando o preço médio era de R$ 70, com o valor mínimo de R$ 67 e o máximo a R$ 73.

Segundo a companhia, os motivos para a alteração dos preços foi a desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP. “A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, apontou.