Adiada votação sobre empréstimo para construção de represa no Rio Pardo

Ainda nesta semana, a Sabesp admitiu a possibilidade de assumir o financiamento pela obra

por Flávio Fogueral

Após pedido de vistas pela vereadora Rose Ielo (PDT), a Câmara Municipal de Botucatu deixou de apreciar o Projeto de Lei 084/2018, em sessão extraordinária neste sábado, 24, que autorizava a Prefeitura a fazer reserva de crédito ou mesmo futuras captações da modalidade para a viabilização da construção da barragem do Rio Pardo. Com isso, a matéria voltará a plenário novamente na segunda-feira, 26.

Um dos principais projetos do prefeito Mário Pardini (PSDB), a represa do Rio Pardo está projetada para ser construída ao lado do complexo turístico do Véu da Noiva. A obra tem custo estimado em R$ 54 milhões e a justificativa para a mesma é a ampliação da oferta de água no município para as próximas cinco décadas.

Procurada pela reportagem, a vereadora Rose Ielo não se posicionou até o momento oficialmente sobre o pedido de vistas.

Barragem “esbarra” no alto custo e financiamento

É justamente o financiamento que tem sido motivo de entrave para a viabilização. Cogita-se desde empréstimos com agências de fomento ou instituições bancárias, além de outros meios. No dia 6 de novembro, o deputado estadual Fernando Cury deu entrada a um pedido de emenda parlamentar para que a construção da barragem tenha verba do governo paulista.

Ainda nesta semana, a Sabesp admitiu a possibilidade de assumir o financiamento pela obra, conforme entrevista dada a algumas rádios locais pelo superintendente de planejamento da empresa, Dante Ragazzi Pauli.

O Projeto de Lei 084/2018 será apreciado com o sistema de maioria simples, ou seja, para ser aprovado, precisa de seis votos entre os onze vereadores.

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