13º da Prefeitura injetará R$ 6 milhões na economia botucatuense; enquanto Unesp vive imbróglio

Contando com o salário de novembro, além do vale-alimentação e também o 13º, o valor sobe para R$ 15 milhões

por Flávio Fogueral

O pagamento na segunda-feira da parcela integral do décimo terceiro salário aos mais de três mil servidores ativos e inativos da Prefeitura de Botucatu injetará mais de R$ 6 milhões na economia local, conforme previsão do Poder Público.

Contando com o salário de novembro, além do vale-alimentação e também o 13º, o valor sobe para R$ 15 milhões, nos cálculos da Secretaria Municipal de Administração. Em junho, os vereadores aprovaram o reajuste de 2% nos salários dos servidores municipais do Executivo e Legislativo, autarquias e Conselho Tutelar. O vale-alimentação foi reajustado em 2%. O valor era de R$ 650.

“Estamos mais uma vez valorizando os nossos servidores municipais, bem como foi feito em 2017. Essas medidas levam mais conforto aos nossos funcionários, especialmente nesse último mês em que surgem os gastos com o Natal. Estamos injetando na economia local aproximadamente R$ 15 milhões, o que também é benéfico para o comércio”, afirma o Prefeito Mário Pardini.

Contraste com a Prefeitura; universidade vive indefinição

O crédito nas contas dos servidores municipais contrasta com uma situação enfrentada pelos funcionários e professores regidos em sistema de autarquia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). As duas instituições- Prefeitura e Unesp- são duas das maiores empregadoras em Botucatu. Pelo segundo ano consecutivo, os trabalhadores estaduais vivem a indefinição do pagamento. Em 2017, a quitação do 13º ocorreu após ordens judiciais e de forma parcelada.

No início de novembro, nota assinada por Gerson Tomanari, diretor executivo do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), reafirmou as dificuldades em estabelecer o equilíbrio orçamentário da Unesp. Para este ano, é previsto déficit estimado de R$ 213,6 milhões, entre custeio de infraestrutura e folha de pagamento. Em todo o Estado, a universidade deixaria de pagar a mais de 12.500 pessoas, onde seriam destinados R$ 180 milhões nas 24 cidades onde mantém unidades.

Em Botucatu, o não pagamento do décimo terceiro da universidade afetará diretamente 2.500 servidores contratados pelas quatro unidades que compõem o câmpus local: Faculdades de Medicina; de Medicina Veterinária e Zootecnia; Ciências Agronômicas e Instituto de Biociências.

Enquanto a indefinição sobre o pagamento prossegue, algumas ações tentam obrigar a quitação. Uma dessas ações é do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), que ingressou no início de outubro na Justiça, a fim de garantir o pagamento integral do décimo terceiro.

Pelo calendário, os servidores autárquicos teriam que receber o total do pagamento no dia 20 de dezembro. Já os contratados em regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tiveram o crédito em conta referente à primeira parcela no dia 30 de novembro. O restante será quitado até o dia 14.

Uma reunião do Fórum das Seis, entidade que agrega sindicatos representativos de professores e servidores da Unesp, USP e Unicamp, além do Centro Paula Souza, está marcada para a próxima quinta-feira, 13. A programação contemplará ato em frente à reitoria da Unesp, para reivindicar o pagamento do décimo terceiro, além de ações na Assembleia Legislativa do Estado (ALESP).

Em 8 de novembro, o governador Marcio França (PSB) encaminhou à Alesp um decreto que dispõe sobre crédito suplementar estimado em R$ 40 milhões para custeios com infraestrutura e pagamento de pessoal para a Unesp.