Sanduíche Bauru vira patrimônio imaterial do Estado

Lanche só é feito da forma correta e com os ingredientes originais em Bauru 

do G1

Uma lei sancionada no último dia 29 de dezembro pelo então governador Márcio França (PSB) declarou o sanduíche Bauru, uma iguaria conhecida nacionalmente, como patrimônio imaterial do estado de São Paulo.

Apesar de “famoso” e de constar no cardápio de bares e lanchonetes de norte a sul do país, o lanche criado por um bauruense há mais de 80 anos praticamente só é feito da forma correta e com os ingredientes originais em Bauru (SP).

Isso porque uma lei municipal de 1998 definiu que, para ser chamado de “sanduíche Bauru”, o lanche precisa seguir à risca o modo de preparo e os ingredientes corretos, sem tirar nem pôr: pão francês, rosbife, tomate, picles de pepino em rodelas, mussarela, orégano e sal.  

Para o chef de cozinha Gabriel Cardoso, especialista no preparo do legítimo Bauru, a lei ajuda a elevar a receita à sua condição de diferenciada. “Para nós, da gastronomia, quanto mais tivermos esse tipo de reconhecimento, melhor. Reconhecer o valor dos nossos alimentos, de seu preparo, é algo de extrema importância”, avalia o chef.

Segundo o ex-deputado estadual Celso Nascimento (PSC), autor da lei na Assembleia Legislativa, o sanduíche sempre levou o nome de Bauru para todo o país, mesmo sendo, na maioria das vezes, oferecido de forma “deturpada”. Geralmente, como uma variação do misto (presunto e queijo) acrescido de tomate.

“Ando pelo país todo e sempre vejo o lanche Bauru nos cardápios e quase sempre é um misto com tomate. Em Manaus, por exemplo, recebi um feito com bife comum. Por isso, achei necessário transformá-lo em patrimônio imaterial do estado por sua importância, cultural e econômica”, explicou o Nascimento.