Cursos de Férias da Unesp Botucatu aproximou ciência e jovens de escolas públicas

As inscrições para os próximos Cursos de Férias da Unesp ocorrem sempre no segundo semestre

da Assessoria

O Instituto de Biociências (IB) da Unesp Botucatu realizou de 28 de janeiro a 2 de fevereiro a 13ª edição dos Cursos de Férias. Uma iniciativa do programa de Extensão Universitária “Difundindo e Popularizando a Ciência na Unesp: Interação entre Pós-Graduação e Ensino Básico”, que faz parte da Rede Nacional de Educação e Ciência.

Foram cerca de 250 estudantes, do Ensino Médio de escolas públicas de Botucatu e região, distribuídos em seis diferentes cursos: “Experimentando Genética”, “Investigando a Vida das Plantas”, “Reprodução de A a Z”, “Virando a Célula do Avesso”, “Do amarelão às picadas de cobra: um passeio pelas doenças tropicais” e “A Ciência por trás das Jaulas e Gaiolas”.

“A maior parte não conhece a Unesp Botucatu. Alguns apenas ouviram falar do Hospital Universitário. Mas nunca pensaram em ingressar na universidade pública. Então para muitos deles é o primeiro contato com as salas de aula, os laboratórios de pesquisa. E isso é um grande incentivo para que eles possam prestar o vestibular e ingressar em um dos nossos cursos de graduação”, comenta a Profa. Adriane Wasko, uma das coordenadoras do programa.

A primeira edição, realizada em 2007, chegou a contar com apenas 14 alunos voltada a área de Genética. Hoje, a ação consegue englobar alunos de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e docentes não apenas do IB, como também da FMB (Faculdade de Medicina) e FMVZ (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia).

Bruna Faria de Souza, de 16 anos, mora em Barra Bonita. Mas ficou uma semana inteira na casa da avó, em Botucatu, só para poder participar do curso de genética. Ela comenta que tem grande interesse na área de síndromes genéticas e que a experiência dentro dos Cursos de Férias conseguiu clarear mais as possibilidades de carreira.

“A ciência é uma área sensacional. Porém, passar apenas teoria para os jovens não atrai o interesse. Como o curso apresenta tudo de uma maneira dinâmica e divertida, chama a atenção. Além de tornar a aprendizagem mais rápida. Agregou muito conhecimento na área de biologia, que com certeza mais me ajudar no futuro, em relação a faculdade”, diz.

Mas tem gente que fez o ciclo completo. Bebeu o conteúdo na fonte e hoje observa novos jovens buscando conhecimento. Mirian Carolini Esgoti concluiu em 2017 a licenciatura em Ciências Biológicas, mas 2014 já havia passado pelos Cursos de Férias. Algo que mudou para sempre a vida dela.

“No ano passado comecei a docência na rede estadual e esse ano tive a oportunidade de voltar como monitora, o que foi muito gratificante, porque esses cursos de férias mudaram a minha vida. E foi incrível retribuir em forma de participação para trazer outros jovens talentos para o mundo das ciências”, afirma.

“Eu tinha sede de conhecimento, não importava de onde vinha. Acredito que mudei alguns conceitos conforme foram ocorrendo. Experiências e contatos novos. Mas ainda tenho aquela sede de conhecimento, só que agora mais centrada na minha área”, conta a professora, que até hoje se lembra da paródia feita em cima da música “Piradinha”, que trata das organelas da célula.

“Era mais ou menos assim: ‘Célu cecelu cecelu célu célulinha tem a mitocôndria, tem a proteína. Ela não come, metaboliza’…Toda edição os monitores utilizam alguma música que os cursistas conhecem e mudam a letra pro contexto do curso. Aí fica mais fácil deles aprenderem”, complementa.

Sobre a Rede de Educação

A Rede Nacional de Educação e Ciência é uma proposta que nasceu 1985, pelas mãos do Prof. Leopoldo de Meis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ideia era a de buscar novos caminhos para a ciência do País. O grande objetivo era tornar a educação científica ainda melhor, formar profissionais mais qualificados e reduzir a desigualdade social no processo de ingresso à universidade.

Em todo o Brasil são 34 grupos de 21 instituições diferentes participando dessa grande Rede. Em pouco mais de 30 anos, mais de 4,5 mil estudantes participantes já ingressaram em cursos de graduação em instituições públicas. Apenas nos cursos de férias da Unesp Botucatu foram beneficiados, ao longo das 13 edições, cerca de 1700 alunos do Ensino Médio. Veja mais sobre a Rede Nacional de Educação e Ciência no site: www.educacaoeciencia.org.

Serviço

As inscrições para os próximos Cursos de Férias da Unesp Botucatu ocorrem sempre no segundo semestre de cada ano. Mais informações pelo site do Instituto de Biociências [ibb.unesp.br/extensao] ou e-mail: [email protected].