Bolsonaro perde 15 pontos de aprovação, segundo Ibope

A aprovação a Bolsonaro só é maior do que a de Dilma Rousseff no início de seu segundo mandato

da Rede Brasil Atual

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) sobre a imagem do governo de Jair Bolsonaro (PSL) revela que em apenas dois meses a avaliação positiva caiu de 49%, em janeiro, para 34% em março, enquanto a avaliação negativa subiu de 11% para 24%. A continuar nesse ritmo, a imagem do governo deve derreter e ficar próxima da de Michel Temer, maciçamente reprovado pela população.

A avaliação do governo como regular também subiu, de 26% para 34%, no período de dois meses. Assim, os números, no geral, mostram uma tendência de piora da avaliação do governo. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre sábado (16) e ontem (19). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Se os números deste mês forem comparados ao terceiro mês do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (março de 1995) e também de Lula (março de 2003), o atual mandatário fica em desvantagem. Enquanto Bolsonaro tem aprovação de 34%, FHC tinha 41%, e Lula a maior taxa, de 51%.

A aprovação a Bolsonaro só é maior do que a de Dilma Rousseff no início de seu segundo mandato (março de 2015), quando registrava 12% de aprovação, e o segundo mandato de FHC (março de 1999), com 22% de aprovação. A avaliação positiva para o atual presidente é inferior às registradas para FHC e Dilma no primeiro mandato e para Lula nos dois mandatos.

Segundo o Ibope, 51% ainda aprovam o seu governo – em fevereiro eram 57%. Os que desaprovam passaram de 31% para 38%. Dos entrevistados, 49% disseram confiar no presidente, ante 55% da pesquisa anterior. E os que não confiam subiram de 38% para 44%.