Concessionária rebate críticas e informa trabalhos de conservação na “serra” de Botucatu

O fato gerou críticas de motoristas e também de autoridades que se manifestaram sobre o ritmo de trabalho da concessionária

da Redação

As fortes chuvas que caíram sobre a região de Botucatu no início do mês causaram diversos transtornos na zona urbana e também na área rural. Um dos pontos mais afetados foi o trecho compreendido entre os quilômetros 236 e 240, da Rodovia Marechal Rondon (SP 300), na “serra” de Botucatu.

No dia 7, devido à força da água da tempestade torrencial, pedras se desprenderam da encosta, vindo a invadir a pista de rodagem. A lama também comprometeu a circulação de veículos. A Rodovias do Tietê, concessionária responsável pela gestão do trecho, interditou parcialmente o trecho por três horas para a retirada do material.

O fato gerou críticas de motoristas e também de autoridades que se manifestaram sobre o ritmo de trabalho da concessionária e os investimentos feitos pela mesma. Em resposta, a Rodovias do Tietê emitiu nota oficial sobre a situação.

Sobre as obras realizadas no trecho da “serra”, a empresa salienta que os investimentos ocorrem de forma permanente desde 2016, quando da ocorrência de um acidente geológico, com o desprendimento de materiais e que comprometeram a estrutura dos terrenos no entorno. Os trabalhos de contenção do trecho consistiram em perfuração e execução de cortina atirantada. Esta implantação foi concluída no primeiro semestre de 2017.

Outro ponto comprometido pelas chuvas deste início de ano foi o quilômetro 237, com a ruptura da estrutura do acostamento, na pista leste (sentido interior-capital). Salienta a empresa que as equipes de conservação foram acionadas imediatamente da constatação do deslizamento das pedras e do acúmulo de dejetos. Reforçou que os trabalhos foram paliativos pela época do ano, com o intuito de liberar provisoriamente o tráfego de veículos.

Sobre as obras definitivas para a recuperação do local, a concessionária salientou que aguarda o estabelecimento de “condições climáticas favoráveis” para que as mesmas ocorram. “A reconstrução do acostamento já possui projeto dimensionado, com previsão de execução de aproximadamente 10 dias, no entanto é imprescindível que as condições climáticas sejam favorávei”, salientou o documento enviado pela empresa.

Também foram encontradas irregularidades no talude existente entre o quilômetro 238 a 239, onde perceberam-se risco de instabilidade por causa das características geológicas. “Será necessária a realização de obras emergenciais de contenção de talude em maciço rochoso com tela de alta resistência, a qual se encontra em andamento. Vale ressaltar que, neste tipo de intervenção a precipitação pluviométrica não tem interferência”, informa a empresa.

Nas análises, a empresa encontrou ainda, a presença de um bloco de pedra com risco de queda, o que motivou as equipes de manutenção ao desmonte do material. Os serviços, que ainda se encontram em execução tiveram início no dia 19, onde será implantada uma tela de alta resistência.

“A Concessionária Rodovias do Tietê reitera que não tem medido esforços para a manutenção do trecho e recuperação do local, que todas as intervenções atualmente executadas na serra em Botucatu são emergenciais, corretivas e de forma absolutamente eficaz, reforçando seu compromisso com a segurança de todos os usuários e o atendimento às premissas estabelecidas pelo Poder Concedente e Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp)”, finaliza a nota.