Diretor da FCA de Botucatu é coautor de publicação da ONU

Livro consiste em guia para o controle biológico clássico de pragas em florestas 

da Assessoria

O professor Carlos Frederico Wilcken, do Departamento de Proteção Vegetal da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, é dos autores do livro “Guide to the classical biological control of insect pests in planted and natural forests” (Guia para o controle biológico clássico de pragas em florestas plantadas e naturais).

O livro foi editado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), agência do Sistema ONU que atua no combate à fome e à pobreza, por meio da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola.

Lançado no início de abril, numa cerimônia realizada no Líbano, o Guia reúne parte importante do conhecimento gerado sobre o controle biológico clássico em florestas, acumulado em todo o mundo nas últimas décadas, em um guia conciso. O objetivo da publicação é ajudar os profissionais da área florestal – especialmente nos países em desenvolvimento – a implementar programas clássicos de controle biológico bem-sucedidos.

O controle biológico clássico é uma abordagem consolidada e de baixo custo para o manejo de pragas florestais invasivas. Envolve a importação de “inimigos naturais” de pragas não nativas de seus países de origem com o objetivo de estabelecer populações permanentes e autossustentáveis ??capazes de reduzir de forma sustentável as populações de pragas abaixo dos níveis prejudiciais.

O Guia fornece uma teoria geral e diretrizes práticas, explica a dinâmica do controle biológico clássico na silvicultura e aborda os riscos potenciais associados a esses programas. O livro traz ainda onze estudos de caso de esforços bem sucedidos em todo o mundo para implementar o controle biológico clássico.

Atual diretor da FCA, o professor Wilcken é pesquisador da área com atuação importante no uso do controle biológico

Atual diretor da FCA, o professor Wilcken é pesquisador da área com atuação importante no uso do controle biológico para o combate a pragas em eucalipto no Brasil, notadamente o psilídio-de-concha, em 2003, e a vespa-de-galha e o percevejo bronzeado, no ano de 2008. Único representante brasileiro na equipe que elaborou o Guia, ele trabalhou no projeto juntamente com outros sete pesquisadores, oriundos de Austrália, Suíça, Itália, China, Estados Unidos e África do Sul, a convite da FAO, desde 2016.

“O controle biológico é uma forma de controle natural, com o mínimo de impacto ambiental, se feito dentro das normas preconizadas, e ajudam a reduzir o uso de agrotóxicos. Na área florestal há uma série de complicações para o uso de outros métodos de controle de pragas, por isso o controle biológico se ajusta muito bem”, conta o professor Wilcken. “A ideia é facilitar a busca de informações para quem vai trabalhar nessa área, sejam técnicos, pesquisadores ou agentes governamentais”.

O “Guia para o controle biológico clássico de pragas em florestas plantadas e naturais” é editado em inglês e está disponível para download gratuito no site da FAO.