Botucatu tem 39 casos confirmados de dengue e 1 de chikungunya; Prefeitura promoverá ações

Em janeiro deste ano, Botucatu registrou o menor índice de infestação do mosquito Aedes aegypti para o mês de janeiro

da Prefeitura de Botucatu

Os 39 casos de dengue detectados em Botucatu (20 autóctones e 19 importados) e 1 de chikungunya confirmado na última semana podem ser considerados mínimos, se levados em consideração os milhares de casos que outras cidades da região têm registrado. Porém, o Prefeito Mário Pardini já se reuniu com representantes da sociedade e do Poder Público Municipal para elaborar estratégias que garantam baixos números de casos das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti no verão 2019/2020.

O Grupo de Enfrentamento “Todos Contra a Dengue”, constituído nessa reunião, contará com a participação de representantes da Prefeitura, Tiro de Guerra, Bombeiros, Polícias Militar e Civil, Guarda Civil Municipal, Sabesp, CPFL e da empresa Transportadora Phenix. O Grupo atuará já nos próximos dias 2, 3 e 4 de maio, em um mutirão de limpeza das casas e combate a criadouros do mosquito.

“Atuaremos através de três premissas: eliminação de criadouros do mosquito, através da visita dos nossos agentes ambientais; forte trabalho de comunicação, inclusive através das nossas crianças da Rede Municipal que vão levar as dicas aos pais; e mutirões quinzenais de limpeza em bairros que apresentam maior índice de densidade larvária na Cidade”, afirma o Prefeito Pardini.

Após a primeira ação contra a dengue, os enfrentamentos ocorrerão quinzenalmente, em locais a serem definidos pela Vigilância Ambiental em Saúde, usando como referência, o Índice de Densidade Larvária.

Em janeiro deste ano, Botucatu registrou o menor índice de infestação do mosquito Aedes aegypti para o mês de janeiro dos últimos 5 anos. Dos 2,4 mil imóveis visitados, apenas 3,07% estavam com larvas de Aedes aegypti em janeiro, período normalmente chuvoso, que colabora para a proliferação do mosquito. No primeiro mês de 2018 o índice era de 6,6%.

“Quando cidades próximas a que estamos sofrem uma epidemia da dengue, muito provavelmente o próximo ciclo da nossa localidade terá um grande aumento no número de casos se estratégias não forem alinhadas. É por isso que essa união será fundamental para que no próximo ano não tenhamos uma epidemia”, cita André Spadaro, Secretário Municipal de Saúde.

É importante que a população continue atenta, não deixando recipientes com água parada sem a manutenção adequada. Pratos de plantas, latas e potes utilizáveis, brinquedos, bebedouros de consumo animal, ralos, calhas, materiais inservíveis (latas e potes não utilizáveis, plásticos, materiais de construção) são os principais criadouros de mosquitos detectados nos imóveis.

“80% dos criadouros de mosquitos encontrados nos imóveis são aqueles que não podem ser eliminados durante a visita dos agentes de combate às endemias, pois são recipientes existentes que têm utilidade para os proprietários ou fazem parte da estrutura das edificações, como reservatórios de água, pratos de plantas, latas e potes utilizáveis, calhas, ralos, entre outros. Por isso é muito importante que os cidadãos mantenham estes recipientes sempre limpos”, explica Valdinei Campanucci, Supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal.

Ao aparecimento de sintomas característicos de dengue como: febre alta, dor de cabeça, dores nas articulações, cansaço e indisposição, deve-se procurar atendimento médico. Se houver a suspeita de dengue, o caso é notificado e as ações para quebrar o ciclo de transmissão da doença serão desencadeadas oportunamente.

O local do primeiro enfrentamento do grupo “Todos Contra a Dengue” será amplamente divulgado nas próximas semanas.