Morre o jornalista e radialista botucatuense Rivaldo Corulli, o Maninho

Corulli passava por tratamento médico e estava internado há alguns dias

por Flávio Fogueral

A imprensa botucatuense está em luto. Morreu na tarde desta sexta-feira, 19 de julho, o jornalista e radialista Rivaldo Corulli, popularmente conhecido por Maninho, aos 62 anos. Entre seus principais trabalhos estava a produção e direção do programa Viola Minha Viola, com Inezita Barroso (1925-2015), exibido pela TV Cultura.

Corulli passava por tratamento médico e estava internado há alguns dias.  O velório ocorre no Complexo Orlando Panhozzi e o féretro será às 16 horas deste sábado no cemitério Portal das Cruzes.

Corulli e Inezita Barroso: parceria de décadas no Viola Minha Viola

O jornalista iniciou sua carreira nas décadas de 1960-1970, ao participar do programa infantil de auditório “Reino da Gurizada”, comandado por Benedito Santa Rosa e transmitido pela Rádio Emissora de Botucatu (PRF-8). Foi destaque e teve fã-clube. Logo depois, passou a apresentar a atração, fato que o fez abrir portas. Na F-8 foi técnico de som, além de apresentar algumas atrações. Logo após transferiu-se para São Paulo onde trabalhou na TV Globo como sonoplasta.

Durante anos foi produtor e diretor do Viola Minha Viola, ao lado de Inezita Barroso. Em entrevista ao portal Gafieiras, em 2012, a artista frisou a sensibilidade de Corulli na solidificação da música caipira. “Eu só lamento que tem muitos programas que começam e duram dois, três meses. Por que? Porque eles misturam alhos com bugalhos. Porque não tem um diretor, um produtor que entende como aquele louco que está sentado lá [aponta para o Rivaldo Corulli], que é caipira de Botucatu, que diga assim: “Isso não é música raiz. Isso não é, isso aqui é sem valor, essa poesia é uma droga. Você mudou o ritmo da música”. Não tem. E é assim de gente querendo entrar.”, declarou Inezita, à época. (a entrevista completa pode ser lida aqui.)

Em 27 de novembro de 2008, Corulli recebeu o diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal de Botucatu. Atualmente gerenciava o Bar do Caipira, em Botucatu, negócio iniciado por seu pai.