Botucatu terá mais um ato contra cortes e congelamento de verbas na Educação

Botucatu, é a única cidade em um raio de 100 quilômetros a integrar a mobilização

por Flávio Fogueral

Botucatu integrará, mais uma vez, mobilização nacional contra os recentes cortes na educação pública e contra a Reforma da Previdência, já aprovada pela Câmara dos Deputados e agora sob análise do Senado Federal. O ato, chamado de “Tsunami pela Educação”, é promovido pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), está marcado para esta terça-feira, 13, a partir das 15 horas, na Praça Emílio Pedutti, o Bosque. 

Botucatu, inclusive, é a única cidade em um raio de 100 quilômetros a integrar a mobilização. Esta é a terceira manifestação do tipo este ano em Botucatu contra as recentes políticas previdenciária e educacional do governo de Jair Bolsonaro (PSL). As anteriores ocorreram em 15 de maio e 14 de junho, onde centenas de estudantes, pesquisadores, professores e representantes de sindicatos e entidades percorreram as principais ruas da Cidade. Na primeira manifestação, em 15 de maio, quase mil pessoas entre estudantes, professores, populares e até vereadores locais estiveram presentes.

Recentemente, o governo federal anunciou o contingenciamento (retenção) de verbas de mais de R$ 1,4 bilhão, sendo aplicados a diversos ministérios. Entre eles, o da Educação, que teve o congelamento de repasses para investimentos de R$ 348,5 milhões. Antes, o próprio governo havia decidido a redução no financiamento de bolsas de pesquisas e de pós graduação. 

Na esfera previdenciária, a recente aprovação pela Câmara Federal da Reforma da Previdência mudará o sistema de contribuição e aposentadoria. Pelo texto, há a fixação de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, além de contribuição mínima de 20 anos para homens e 15 para mulheres. Para quem já está no mercado de trabalho antes das mudanças da regra, haverá regra de transição, com os chamados “pedágios”. A proposta seguirá para o Senado Federal e o governo espera aprovação em dois meses. 

Thiago Alves ocupou a tribuna da Câmara Municipal para explanar sobre os impactos do contingenciamento na Educação e a Reforma da Previdência.

Manifestações começaram na Câmara Municipal 

Antes da mobilização em rua, integrantes do Comitê Botucatu Contra a Reforma da Previdência, usaram a tribuna da Câmara Municipal de Botucatu na sessão de segunda-feira, 12, para explicar o posicionamento contrário às mudanças nas aposentadorias e pagamentos de benefícios sociais.

O estudante Thiago Alves, que também é membro da União Municipal dos Estudantes Secundaristas, usou a tribuna livre da Casa de Leis para manifestar a preocupação com a aprovação para as diferentes classes sociais, além do impacto econômico que poderá ter na população de menor renda. Também frisou alternativas apresentadas pelas centrais sindicais ao texto original.