Contra o racismo

A história tem como eixo a formação de um comitê civil que vai decidir sobre a integração

por Oscar D’Ambrosio*

O ser humano pode ser maravilhoso, mas também tem a capacidade de ser repugnante sob diversos aspectos. É o que mostra o filme “The Best Enemies”, dirigido por Robin Bissell, baseado em livro que narra a história verídica da luta pela integração racial nas escolas em Durham, Carolina do Norte, EUA, em 1971.

A história tem como eixo a formação de um comitê civil que vai decidir sobre a integração. O grupo tem como co-presidentes uma negra ativista pelos direitos civis e um líder da associação segregacionista Ku Klux Klan local. Inicialmente, mal se falam, depois se agridem verbalmente e acabam por conseguir dialogar.

O fato de ele ter um filho com autismo acaba aproximando os rivais naquilo que todos temos como semelhança: a humanidade. No entanto, todos acabam pagando seu preço por combater os preconceitos absurdos que foram ocorrendo ao longo dos séculos, seja por cor ou credo ou qualquer outro atributo ou característica.

Para a integração racial escolar ser aprovada, era necessário ter oito votos num comitê formado por 12 pessoas, sendo seis brancos e seis negros. Portanto, dois brancos precisavam ser convencidos. O processo de diálogo e o jogo de influências entre as partes mostra a baixeza do ser humano, mas também a sua capacidade de redenção.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.