Morre o jornalista Milton Mariano, fundador de A Gazeta de Botucatu

Jornalista foi um dos fundadores de A Gazeta de Botucatu, publicação mais antiga da cidade

por Flávio Fogueral. Foto Arquivo

Milton Marianno, um dos pioneiros da imprensa botucatuense faleceu na noite de terça-feira, 4 de fevereiro. O jornalista e escritor de 93 anos- um dos fundadores do jornal A Gazeta de Botucatu- estava internado há dez dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A causa do óbito não foi informada.

O sepultamento de Marianno ocorreu na manhã desta quarta-feira, 5 de fevereiro, na capital paulista. O jornalista ocupava a cadeira de número 12 da Academia Botucatuense de Letras (ABL), que tem como patrono Júlio Mesquita. Era casado com a também escritora Ruth Mariano e deixa sete filhos.

Milton Marianno ocupava a cadeira 12 da Academia Botucatuense de Letras

Milton Marianno ocupava a cadeira 12 da Academia Botucatuense de Letras

Milton Mariano nasceu a 21 de março de 1921, em Botucatu. Formou-se professor pela Escola Normal de Botucatu (EECA) e se tornou economista profissional em 1962. Atuou como gerente da agência local do banco Francês Italiano para a América do Sul, sendo transferido para Recife. Na oportunidade, atribui-se a ele a mudança de denominação da instituição para Sudameris.

A carreira jornalística de Mariano ocasionou a fundação do jornal A Gazeta de Botucatu, em 19 de novembro de 1957.  Deixara a direção do periódico cinco anos depois, sendo colaborador e colunista até 2011. Também escreveu para os já extintos jornais “Monitor Diocesano”, “Folha de Botucatu”, “Boa Imprensa” e revista “Cidade Nova”.

Em uma crônica lançada em 2007 na ocasião dos 50 anos de A Gazeta de Botucatu (e republicada no livro ‘A Gazeta de Botucatu- Jubileu de Ouro’ páginas 85 e 86), Marianno enfatizara que ‘o jornalista é compromissado com os direitos humanos, opondo-se a qualquer tipo de tirania, de despotismo que o impedem, ao homem, de ser livre, livre como Deus o fez’.

No mesmo texto, enfatiza o perfil de ser jornalista: “… ser jornalista não é somente saber escrever bem. É, acima de tudo, o encontro com a verdade a ser propalada e difundida honestamente pensando no leitor que acredita na independência e lisura do jornal que manuseia.”

“Deixa para a imprensa botucatuense muitas contribuições. O (Milton) Marianno foi um grande orador, pessoa ímpar. Trouxe a literatura para os jornais e sempre se dedicou na busca pela democracia. Tanto que fundou o jornal (A Gazeta) no Dia da Bandeira com a ideia de se fazer uma publicação apolítica.”, ressaltou Glorinha Dinucci, cronista social e diretora do jornal A Gazeta de Botucatu.

*Com informações da Academia Botucatuense de Letras, Centro Cultural de Botucatu, jornal A Gazeta de Botucatu

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