Em São Manuel: Arqueólogos encontram vestígios humanos de 11 mil anos

Descobertas envolvem sítios arqueológicos localizados na área da Usina Açucareira de São Manuel

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da Redação, via Estadão – Fotos Divulgação

Após três meses de pesquisa, coleta e análise de itens, arqueólogos afirmam que a região de São Manuel pode ter sido habitada por povos pré-colombianos, ou seja antes da descoberta do continente americano, há 11 mil anos, afirma reportagem do blog Edison Veiga do Estadão.

A descoberta foi feita em um dos 14 sítios arqueológicos criados dentro da área pertencente à Usina Açucareira de São Manuel, a partir de um projeto para tentar ampliar sua área de cultivo de cana no inicio de 2016. Apenas no sítio arqueológico Caetetuba – próximo ao território de Areiópolis – foram coletados 3 mil itens de pedra lascada, datados pelo laboratório norte-americano Beta Analytic de milhares de anos atrás.

Dos 14 sítios, 11 foram escavados e 3 mantidos preservados por exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todo o processo arqueológico, segundo as informações publicadas, estão seguindo critérios da legislação ambiental.

Os mais de 10 mil itens coletados nas escavações estão sendo analisados e catalogados em São Paulo, pelo laboratório Zanettini, do arqueólogo responsável pela pesquisa Paulo Zanettini. Posteriormente o material poderá ser alocado em Araraquara, no Museu de Arqueologia e Paleontologia.

descoberta arqueologica sao manuel - pinturas rupestres sitio serrito IIAinda na área da Usina, nos sítios arqueológicos Serrito I e II outras descobertas surpreendem. No Serrito I encontraram uma série de peças de cerâmica datadas entre 500 e 2 mil anos atrás, com delicado acabamento feito com tintas e até as próprias unhas daqueles que confeccionaram as peças, para finalizar desenhos em baixo-relevo. Já no Serrito II, um dos escolhidos pelo IPHAN para ser preservado sem escavação, os pesquisadores encontraram pinturas rupestres em paredões de pedra, com figuras que se assemelham ao sol.

Os arqueólogos acreditam que no interior paulista ainda deve haver muitas pistas que levam à história de povos da antiguidade, mas que metade dos municípios do Estado não realizam esse tipo de levantamento arqueológico, o que leva a perda e falta de conhecimento de vestígios.

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