PSOL Botucatu perde pré-candidato a vice e mudará composição de chapa majoritária

Vanessa Ito, presidente do partido cogitada para assumir candidatura, está inelegível por 8 anos

psol 19 de julho 2016

Texto e fotos por Sérgio Viana

A chapa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Botucatu para disputar a Prefeitura da cidade nas eleições 2016 deverá sofrer alterações. As informações foram confirmadas na noite desta terça-feira (19), durante reunião especial do diretório municipal, com os pré-candidatos Gustavo Bilo e Raul Albornoz, que decidiu abdicar do pleito. Ouça e leia a entrevista do Notícias.Botucatu com Gustavo Bilo, pré-candidato.

Raul é professor da rede pública estadual de ensino, pertencente a categoria ‘O’. “Ao me afastar, eu não perco direitos, mas não receberei nenhuma remuneração, da qual eu dependo. Por um lado me deixou triste, porque o processo de nossa campanha estava caminhando. Mas também [isso] permite pensarmos em novas alternativas, [o PSOL] é um partido de jovens. Vou continuar organizando e colaborando com a campanha”, afirmou o agora ex-pré-candidato a vice-prefeito, que também enviou uma carta aos militantes explicando o caso.

gustavo bilo psol“Não dá para exigir que alguém seja candidato, ainda mais sem receber seus proventos. Se fôssemos outro partido talvez conseguíssemos, mas não temos dinheiro. Independente de quem virá compor a chapa, será defendido o Programa de Governo”, ponderou Gustavo Bilo, que agora aguarda por nova definição da chapa. “Íamos definir hoje, mas há filiados que não puderam estar presentes e devem ser ouvidos”, frisou. A decisão será tomada na quinta-feira (21).

Após a desistência de Raul, o PSOL gostaria que a psicóloga, pré-candidata a vereadora e presidente do partido, Vanessa Ito, assumisse a cabeça de chapa, deixando Bilo como vice e permitindo que ao menos uma mulher se candidatasse ao posto mais alto do poder público municipal. No entanto, Vanessa soube no inicio de noite que também não poderia se candidatar.

“A condição para que eu não seja candidata foi imposta. Atuei por 19 anos no Judiciário, pedi afastamento não remunerado para tentar seguir outra carreira, o que é um direito. Ingressei com ação e me afastei por conta própria, o que gerou um processo administrativo pelo qual fui exonerada”, explicou Ito, que está inelegível por 8 anos.

“Duas pessoas tem que retirar sua candidatura por condições outras… a gente tem que depender agora de quem tem dinheiro, ou não precisa trabalhar, ou que concorde com a atual estrutura para ser candidato”, desabafou.

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