Candidatos a Prefeito de Botucatu nas urnas

Políticos votam pela manhã e falam das impressões deixadas após os dias de campanha

Textos e Fotos: Sérgio Viana e Flávio Fogueral 

Carvalho: "A gente acredita que agora é a hora de ter uma cidade de volta pro povo, democrática”

Carvalho: “A gente acredita que agora é a hora de ter uma cidade de volta pro povo, democrática”

Daniel de Carvalho (PSOL) foi o primeiro candidato a registrar seu voto na manhã do dia 2, por volta das 9h, na Escola Industrial. O socialista chegou acompanhado por seus pais, apoiadores e militantes de seu partido. “A Expectativa é a melhor possível. Fizemos uma caminhada muito bonita na rua, em todos os bairros. A gente acredita que agora é a hora de ter uma cidade de volta pro povo, democrática”, comentou o candidato a respeito da espera pelo resultado das urnas após sua campanha.

“O trabalho nosso é pra ser Prefeito, com uma proposta que tenha abertura, que é o que o cidadão está procurando. Queremos estar na Prefeitura para diluir o Poder que está concentrado naquele lugar. Nós perguntamos, ‘E se você fosse o Prefeito de Botucatu?’ justamente para que todo mundo seja mais dono [da Cidade]”, disse Daniel.

Pardini: "Entrei uma pessoa e estou saindo outra [dessa campanha]. Eu fiz o meu melhor, procurei estudar muito a cidade, levei propostas e escutei muito."

Pardini: “Eu fiz o meu melhor, procurei estudar muito a cidade, levei propostas e escutei muito.”

Mário Pardini (PSDB), seu vice André Peres, assessores e membros de sua coligação chegaram logo em seguida à Escola Industrial, onde o tucano também vota. “Estou bastante tranquilo. Entrei uma pessoa e estou saindo outra [dessa campanha]. Eu fiz o meu melhor, procurei estudar muito a cidade, levei propostas e escutei muito. Agora é a vontade do povo e de Deus”.

“Nesse momento é natural que não exista unanimidade, isto é a democracia. Passada as Eleições, que for o Prefeito de Botucatu terá que governar para 140 mil habitantes”, afirmou Pardini sobre como seria sua gestão em caso de vitória, visto que em 2016 há grande divisão de propostas e candidatos, o que pode gerar um resultado apertado.

Reinaldinho: A receptividade da população foi muito grande, apesar de vivermos um momento em que as pessoas estão descontentes com a política"

Reinaldinho: A receptividade da população foi muito grande, apesar de vivermos um momento em que as pessoas estão descontentes com a política”

Reinaldinho (PR) votou às 10h30 da manhã no Colégio La Salle, também na região central. O republicanos estava acompanhado da família e em seguida foi à frente do EECA, onde diversos políticos, candidatos, imprensa e o próprio Prefeito João Cury se aglomeravam. “As perspectivas são boas, mas foi uma campanha bem cansativa por conta do curto espaço de tempo e eu continuei com minhas atividades normais de trabalho. A receptividade da população foi muito grande, apesar de vivermos um momento em que as pessoas estão descontentes com a política”, comentou Reinaldinho.

Sobre o que o candidato espera de uma futura gestão pública de Botucatu, afirmou: “Tem que haver o diálogo em todos os Governos. Não é possível mais admitir que na política as pessoas vejam o outro lado como inimigo. Se a pessoa tem compromisso com a sociedade, ela tem que fazer parte”.

Ielo: "Acho que aqueles que querem o bem da cidade têm que se unir. Vamos conversar com todos os partidos se viermos a ser eleitos"

Ielo: “Acho que aqueles que querem o bem da cidade têm que se unir. Vamos conversar com todos os partidos se viermos a ser eleitos”

Mário Ielo (PDT) chegou por volta das 11h à Escola Estadual ‘Cardoso de Almeida’ (EECA), onde vota, acompanhado da família e apoiadores. “Meu sentimento é de agradecimento à população pelo reconhecimento e como nos recebeu nos bairros. Botucatu é uma cidade forte, o importante é saber que uma boa gestão leva recursos a todas as áreas”, disse a respeito de sua campanha.

“Eu acho que aqueles que querem o bem da cidade têm que se unir. Vamos conversar com todos os partidos se viermos a ser eleitos, no sentido de trabalharmos de uma maneira única em prol da Cidade”, sobre os caminhos a serem trilhados por uma possível gestão pedetista em Botucatu.

Facioli: "Passamos a nossa mensagem e as pessoas começaram a ver nossas propostas como uma opção"

Facioli: “Passamos a nossa mensagem e as pessoas começaram a ver nossas propostas como uma opção”

Érick Facioli (PT) votou por volta das 10h30 na Escola Dom Lúcio Antunes da Silva, na Vila dos Lavradores. Acompanhado da esposa, filha e da vice Cátia Fonseca. Mostrando bom humor, disse que era o único dos candidatos que prefere estar nos bairros (referindo-se sobre os demais candidatos votarem no Centro). “Saímos fortalecidos. Conseguimos colocar nossas propostas e debatê-las com a população. Passamos a nossa mensagem e as pessoas começaram a ver nossas propostas como uma opção. É um dos dias mais felizes da minha vida podendo ver como as pessoas viram nossas propostas”, declarou.

Ao comentar sobre o ciclo de revezamento no poder entre PT (2001 a 2009) e PSDB (1996/2000, 2009/2016), Facioli diz que tal polarização não ocorreu no pleito deste ano. “Acredito que temos vários candidatos com chaces de vencer. São nomes que até então não era vistos como candidatos e são nova opção no contexto político. Os outros partidos passaram a apresentar outras referências. Botucatu começa a perceber que existem outros caminhos além do que aqueles que estão acostumados”, frisou o petista.

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