O cordel da catástrofe nacional

E aumenta a resistência/ ao governo ilegítimo/ despenca aprovação popular

por Valdemar Pereira de Pinho

Da realidade construída/ com notícias fabricadas/ seletivamente vazadas e repisadas/ com vazamento partidarizado/ da PF, Moro, Dallagnol e MPF/ Se for sicrano o denunciado/ já é culpado/ em sintonia com a mídia golpista/ em conluio bem armado/ Raciocínio raso/ pra que provas?/ tenho convicção!/ que justifica coercitiva condução/ Já pros beltranos/ desista/ “não vem ao caso” então. 

Valdemar Pereira de Pinho é professor aposentado da Unesp e membro do Partido dos Trabalhadores, em Botucatu.

Valdemar Pereira de Pinho é professor aposentado da Unesp e membro do Partido dos Trabalhadores, em Botucatu.

Sob o comando do pato/ da finança e da corrupção/ a verdadeira, a principal/ que financia/ a maioria dos assentos/ no Congresso Nacional/ e mantém certa imprensa/ sites e movimentos/ que também recebem seus proventos.

Criou-se a pós-verdade/ numa corrente do mal/ e os crédulos marcharam com vaidade/ camisa da Seleção/ e saudade de uma ficção/ marcando gol contra/ a Constituição/ batendo panelas pra garantir/ de maneira torpe e de soslaio/ consumar o golpe paraguaio.

E logo veio a conta pros “de baixo”/ inconteste/ e até quem apoiou o golpe no susto/ paga o pato da FIESP/ e o seu custo.

Orçamento congelado pros vinte anos vindouros/ -mas só pro cidadão-/ pros privilegiados, não/ Congelamento/ das políticas sociais pro necessitado/ sacrilégio e maldade feita/ mantém marajás no privilégio/ e pagamento/ ilimitado/ da dívida suspeita.

Adeus direitos/ duramente conquistados/ agora “legalmente” revogados/ pelo pior Congresso/ que o dinheiro pode comprar/ Saúde, Educação, combate à pobreza e à fome/ Políticas prá maioria?/ Nem pensar!/ Nunca mais aposentadoria/ é pra morrer a trabalhar.

Reforma trabalhista/ e terceirização irrestrita/ maldade de verdade/ pra penalização do trabalho/ salário ao chão/ vínculo precário/ rotatividade/ desemprego/ é mais um calvário.

Soberania nacional na sarjeta/ de volta para o passado/ alinhamento ao velho patrão do norte/ é automático/ desmonte prepara forte/ a privatização geral/ do BB, da Caixa, da Petrobrás…/ entrega do pré-sal é emblemático.

O crescimento prometido não veio/ recessão, desemprego e falência/ temos um quadro feio/ a piorar em cadência/ E a ficha caiu pra maioria/ até pra algum paneleiro/ pra desespero dos golpistas/ que tentam ficar no poleiro.

A hipocrisia deles/ tentou mais um jogo cênico/ Chamou o povo pras ruas/ num domingo ensolarado/ esperando seu regresso/ contra a corrupção/ e o foro privilegiado/ daqueles mesmos políticos/ cujas maldades apóiam/ no governo e no Congresso/ O movimento esquizofrênico/ não colou desta vez/ O povo é desinformado/ sobre detalhes da política/ mas sabe o que se faz e fez/ A cortina de fumaça/ se esvaiu na realidade/ e no dia combinado/ só meia dúzia/ se viu na cidade.

E aumenta a resistência/ ao governo ilegítimo/ despenca aprovação popular/ e se sabe/ lá no íntimo/ a solução salutar/ é “Diretas Já!”.

* Valdemar Pereira de Pinho é professor aposentado da Unesp e membro do Partido dos Trabalhadores, em Botucatu.

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