Novos médicos da FMB/Unesp colam grau em solenidade marcada por emoção

50ª turma do curso de medicina cola grau em cerimônia realizada dia 9 de novembro

da Assessoria da Unesp

Na chegada do ginásio poliesportivo da Faculdade de Ciências Agronômicas/Unesp (FCA), no câmpus do Lageado, foi possível perceber a grandeza da cerimônia. Veículos com placas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e outros estados brasileiros estavam estacionados na área externa do local que sediou a solenidade de colação de grau da 50ª turma do curso de medicina da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB).
Na entrada, antes de iniciar a cerimônia, uma pausa para as diversas fotos com familiares, amigos e companheiros de turma. As últimas conversas entre os médicos recém-formados num tom de despedida e, claro, muita emoção. Olhos lacrimejando, abraços e beijos davam o tom de como seria aquele inesquecível início de noite de 9 de novembro de 2017.
 
Discursos
 
Para o diretor da FMB, professor Pasqual Barretti, o envolvimento da 50ª turma na vida acadêmica foi muito importante para o desenvolvimento da Instituição. “Muitas vezes vale a pena sonhar, como um dia também vocês sonharam, e hoje estão aqui”. O dirigente destacou em seu discurso o relevante papel desempenhado pelos pais no processo de formação dos filhos. “A esses guerreiros e guerreiras, minha homenagem e agradecimento por terem confiado a nossa escola a formação daqueles a quem deram a vida”, salientou. Professor Pasqual realçou a necessidade de sonhar para atingir elevados objetivos na vida e na sociedade, lembrando as conquistas e avanços que o Brasil obteve em diferentes setores e, principalmente, na área médica. “Jovens formandos não lhes faltam competência técnica e raciocínio, fruto da junção de suas potencialidades e características pessoais com o legado de ensinamentos e experiências deixadas por mestres, seus pacientes e suas referências. Vocês serão também concretizadores de sonhos dos seus filhos, de seus pacientes e de todos aqueles que lhes procurarem em busca de ajuda”, complementou.
Leonardo Augusto de Barros Oliveira foi o orador da 50ª turma. Para ele, foi um “orgulho” ter a chance de proferir o discurso que representou os formandos. “A formação teórico e prática do profissional médico é um processo árduo e longo que requer dedicação extrema, pois a medicina é a mais humana das ciências, a mais empírica das artes e a mais científica das humanidades”, afirmou. Leonardo compartilhou parte de sua experiência de vida e acadêmica, ressaltando o importante papel que o esporte, especificamente o handebol, exerceu sobre sua formação durante a graduação em medicina. “O que mais importa na vida humana não é o conhecimento que se tem, mas sim o caráter. Mais do que o conhecimento é o caráter. E a inteligência não é o simples saber as coisas, mas sim a ferramenta para procurar as respostas, o que também requer esforço, dedicação, humildade, respeito e trabalho em equipe”, complementou.
A patronesse da 50ª turma, professora Joelma Gonçalves Martin, do Departamento de Pediatria da FMB, iniciou seu discurso dizendo que as lágrimas que corriam naquele momento deviam ser vistas com gratidão. “Pode ser que também essas lágrimas já estejam rolando por causa da saudade. Saudade do que? Saudade dos pequenos e grandes amores, dos amigos, dos funcionários, dos mestres, dos pacientes”, lembrou. Ela rememorou histórias vivenciadas com os novos médicos durante a trajetória acadêmica e salientou que os formados são sonhos concretizados dos pais e familiares. “Por isso eu preciso reforçar: não deixem de sonhar. Quando a gente sonha não temos certeza de onde vamos chegar, mas com certeza o sonho levanta nosso pé para caminharmos e chegarmos em algum lugar”, ressaltou. No final, a docente deixou uma mensagem sugestiva a turma. “Ser médico não transforma você em um ser humano melhor, mas ser humano transforma vocês, com certeza, num médico especial”.
O paraninfo dos novos formandos, professor Vidal Haddad Jr, do Departamento de Dermatologia e Radioterapia da Instituição, usou o exemplo de seu saudoso pai, que foi médico, para dizer que procura ensinar seus alunos com humanismo e carinho. “Eu gosto de pensar que nós aqui nessa Faculdade vivemos numa ilha de respeito, bons valores e bom ensino. Formamos nossos médicos como antigamente, acreditando na profissão e no ser humano”, afirmou. O docente disse esperar que, além do diploma, a 50ª turma possa levar “o carinho de uma escola diferente das outras, onde as pessoas têm nome e sobrenome e conhecem quem está ao seu lado, seja ele colega, professor ou funcionário”, frisou.
 
Homenagens
 
Após os discursos e entrega dos diplomas, professores, médicos residentes e funcionários da Faculdade foram homenageados pelos formandos. A Associação Atlética Acadêmica Carlos Henrique Sampaio de Almeida (AAACHSA) e o Centro Acadêmico Pirajá da Silva (CAPS) prestaram suas homenagens aos alunos que participaram das entidades durante a graduação.
 
Sobre o curso de graduação em Medicina
 
O currículo é dividido nos três ciclos: básico (1ª e 2ª séries), profissionalizante (3ª e 4ª séries) e internato (5ª e 6ª séries). Os cenários utilizados nas atividades de formação médica são: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF), da Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu, Centro de Saúde Escola (CSE) e hospitais de nível secundário (Hospital Estadual de Botucatu e Bauru e Hospital do Bairro de Botucatu).