Vereador sugere a incorporação de ônibus elétricos na frota do transporte coletivo

O sistema botucatuense de transporte coletivo registra, mensalmente, mais de 500 mil passageiros

por Flávio Fogueral

Há uma semana, a cidade de Bauru teve a incorporação de mais um ônibus elétrico em sua frota municipal do transporte coletivo, compondo assim alternativa para as empresas concessionárias daquele município. A ideia é reduzir a emissão de gás carbônico e o consumo de óleo diesel pelos veículos.

A iniciativa bauruense, que ocorre desde setembro, despertou a atenção do presidente da Câmara Municipal de Botucatu, o vereador Izaias Colino (PSDB), que conheceu na terça-feira, 27, a dinâmica da implantação destes veículos naquele município.

Fabricados pela Marcopolo, os veículos adquiridos pelo consórcio de transporte coletivo bauruense, não têm emissão de poluentes nem ruídos, já que é movido a bateria, sendo recarregadas nas próprias garagens. A economia do ônibus elétrico é de 35% em relação ao ônibus convencional, porque não utiliza diesel, mas utiliza energia elétrica. Quanto a emissão de CO2, o elétrico é zero.

O modelo em questão, o Torino Low Entry, tem comprimento total de 13 metros e possui suspensão pneumática dianteira e traseira para ampliar o conforto para os passageiros. O modelo tem capacidade para transportar 70 passageiros mais cadeirante, com acesso por rampa, três portas de acesso, além de dois monitores e sistemas de monitoramento interno por câmeras e entretenimento.

Em um vídeo postado em sua rede social, o vereador conheceu todos os aspectos técnicos de um dos veículos que já roda pelas ruas bauruenses. Frisou como diferenciais, além do consumo elétrico, questões como a adaptabilidade para o embarque e desembarque.

“Na última sessão da Câmara sugeri às empresas de ônibus de nossa cidade que adotem ônibus elétricos em nossa frota local. E para ilustrar o pedido fui até Bauru e conheci um ônibus com essas características”, salientou Colino.

A sugestão do vereador é que estes modelos sejam incorporados gradativamente à frota de ônibus, composta atualmente por 60 carros divididos em duas empresas- StadtBus e Reta Rápido. Colino ponderou, no entanto, que a viabilidade de implantação ainda esbarra no custo dos veículos para as empresas.

“É uma realidade muito distante da nossa, mas ainda assim um equipamento público sustentável e que pode ser planejado a longo prazo. Ganho ambiental, conforto para o usuário e conectividade. São estas melhorias que precisamos para nosso transporte”, frisou o vereador.

O sistema botucatuense de transporte coletivo registra, mensalmente, mais de 500 mil passageiros, com a frota percorrendo 307 mil quilômetros de percurso. Cada carro que compõe o sistema faz percurso médio de 5.383 km. Há, ainda, capacidade ociosa no município, de 16 mil quilômetros. Os dados são da Subsecretaria de Mobilidade Urbana (Semutran).

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