Vereador pede para que prática do bullying seja debatida na Câmara Municipal

O pedido é para que o chefe do Legislativo determine o agendamento de uma Audiência Pública

da Câmara de Botucatu

Preocupado com os recentes casos noticiados em território nacional de problemas registrados em escolas, o vereador Izaias Colino [PSDB] utilizou seu espaço durante a última sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Botucatu para solicitar por meio de um requerimento, a realização de um encontro para o debate da prática do bullying. O pedido foi aprovado em plenário.

O documento foi encaminhado ao presidente da Câmara Municipal, vereador Carreira e teve o apoio dos vereadores Alessandra Lucchesi e Paulo Renato, que assinaram a matéria em conjunto. O pedido é para que o chefe do Legislativo determine o agendamento de uma Audiência Pública com a finalidade de debater ações para promover a prevenção e combate da prática conhecida como “bullying” nas instituições de ensino do município.

De acordo com o documento, a tragédia ocorrida recentemente, no município de Suzano, onde jovens invadiram uma instituição de ensino e ocasionaram a morte de diversas pessoas, trouxe novamente à tona questões referentes a prática conhecida como “bullying”. O Assédio Moral Infanto-juvenil ou “bullying” é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Para o vereador, uma questão que precisa ser debatida. “Já é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida. Muitas tragédias ocorridas nos últimos tempos têm sido praticadas, em especial em ambiente escolar. Há a necessidade de debate e de diálogo entre estudantes, sociedade civil, instituições de ensino e profissionais especializados de forma a desenvolver ações que ressaltem os valores, cidadania e protagonismo juvenil, principalmente nas escolas”, explica Colino.