Clube de Leitura Botucatu, prazer!

Nesta postagem compartilho uma entrevista que realizei com o Luiz – fundador do Clube de Leitura Botucatu – uma iniciativa aberta ao público

por Vinícius Nunes Alves*

Você sabia que existe pelo menos um Clube de Leitura em Botucatu? Nesta postagem compartilho uma entrevista que realizei com o Luiz R. Sassi- fundador do Clube de Leitura Botucatu – uma iniciativa aberta ao público e que valoriza a leitura e a discussão por deleite! Já tive o prazer de participar de alguns encontros neste clube (https://www.facebook.com/groups/ClubeDeLeituraBotucatu/). As datas e os livros são decididos em conjunto e com antecedência. Vale a pena conhecer!

Por favor, coloque sua formação e quantos anos de experiência você tem com o Clube de Leitura. O que motivou você a montar um Clube de Leitura em Botucatu?

Sou formado em Licenciatura plena em Física pela USP. O Clube de Leitura de Botucatu tem dois anos […]. A ideia inicial era ter um grupo de discussão sobre temas relativos à política para um aprofundamento, porém, ao fazer uma pesquisa na internet para saber como criar o clube, pensei que uma atividade que não tivesse um tema único, seria mais interessante e poderia atrair um número maior de pessoas.

Basicamente, quais características resumem um bom livro?

O quanto o livro mexe com a gente, é através dos personagens que vivemos experiências novas, conhecemos mais sobre nós mesmos, faz com que prestemos maior atenção a questões do nosso dia a dia que não damos atenção e pode até mudar nossa visão sobre diversos temas e pessoas.

Quais tipos de livros você já leu no Clube de Leitura? Qual é o tipo de público que participa? 

Lemos livros de temas variados, o clube não segue um tema único como literatura, filosofia, ficção científica, etc. Lemos na maioria das vezes romances ou contos, também lemos um livro de história e leremos um de filosofia. A maioria das pessoas que freqüentam tem uma formação universitária, são adultos com 30 anos ou mais e tem mais mulheres que homens participando. 

Como professor, o que você sugere para incentivar a leitura de uma juventude que, muitas vezes, é imediatista? 

Imagino que os alunos deveriam ser estimulados a fazer atividades que demandam tempo como lidar com plantas ou o preparo de alimentos. Ao entrar em contato com atividades que não são resolvidas com um click, eles podem melhorar a paciência e a concentração não apenas para as atividades propostas, mas também para qualquer outra tarefa. 

Com base em pessoas que você conhece e acompanha, os livros digitais estão sendo utilizados de forma adequada? Eles estão substituindo os livros impressos? 

Acredito que não seja de forma adequada porque quem lê livros digitais faz o download na internet, sem pagar pelo trabalho. Dentre as pessoas que leem livros digitais, poucas pagam pelas obras. A maioria opta pelo digital para não comprar o livro físico, lê o digital devido à gratuidade. Não penso que o livro digital venha substituir o livro de papel, mas com o tempo ele será muito mais usado devido ao hábito de uso da tecnologia digital.

Você conhece no Brasil iniciativas públicas ou particulares que possuem projetos de incentivo à leitura?

Quando busquei referências para criar o clube, soube que existem diversos clubes de leitura surgindo pelo país.  Em São Paulo, muitas bibliotecas têm grupos que se reúnem uma vez por mês. A Folha de São Paulo reúne pessoas para discussões em diversas livrarias uma vez por mês; também existe o Leia Mulheres, um projeto que conta com a adesão de dezenas de cidades pelo país. A proposta é que se leiam livros de autoras mulheres apenas, e esses clubes devem ter mulheres como organizadoras, mas homens também podem participar das reuniões.

Vinícius Nunes Alves é Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas – IBB/UNESP. Mestre em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais – UFU. Especializando em Jornalismo Científico – Labjor/UNICAMP . Professor Escolar da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

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