Prejuízo em suposto golpe de casa de câmbio pode chegar a R$ 1,5 milhão

Polícia investiga mais de 30 casos,  que  ocorreram em meados de janeiro e fevereiro

por Flávio Fogueral

O suposto golpe praticado por uma casa de câmbio contra viajantes de Botucatu e outras cidades da região pode chegar a R$ 1,5 milhão, conforme informação da Polícia Civil. O caso foi divulgado na terça-feira, 18 de fevereiro, com exclusividade pelo Notícias Botucatu.

Na oportunidade, dezenas de pessoas adquiriram moeda estrangeira com a empresa (localizada na Rua Dr. Cardoso de Almeida), principalmente dólar e euro, não recebendo os valores em conta. Os casos ocorreram em meados de janeiro e fevereiro, sendo que alguns dos prejudicados tiveram perdas superiores a R$ 10 mil. Até o momento, foram registrados mais de 30 Boletins de Ocorrência pela Polícia Civil em diversas cidades.

Conforme relatos das vítimas, o pagamento das moedas foi efetuado, mas o envio ou mesmo o crédito em cartões pré-pagos ou contas correntes não ocorreu. Muitos já estariam embarcando ou mesmo já em solo estrangeiro, o que ocasionou transtornos e despesas adicionais para novas compras.

Segundo o delegado do 1º Distrito Policial, Marcelo Lanhoso de Lima, o caso chamou a atenção pelo volume do prejuízo. “São 30 boletins registrados com diversas vítimas em Botucatu. Essas pessoas iam até a casa de câmbio, deixavam o dinheiro- em reais-, de forma antecipada, para a compra dessas moedas. No entanto elas não recebiam. Estes casos, que antes eram isolados, começaram a se avolumar”, salientou Lima em entrevista à TV TEM.

O delegado ressalta que o volume pode ser maior já que muitas das vítimas não registraram queixa policial.

A casa de câmbio, que está na Rua Dr. Cardoso de Almeida, continua fechada. Durante toda a semana a reportagem entrou em contato com o advogado que representa a empresa, mas o mesmo não atendeu às ligações ou retornou mensagens deixadas em aplicativo de mensagem. No Boletim de Ocorrência que o Notícias teve acesso, um trecho cita que houve contato com a defesa do proprietário do estabelecimento, onde foi pedido o comprovante de depósito para “avaliarem as devoluções de clientes”.

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