Botucatu estuda proibir circulação de veículos de outras cidades para conter Covid-19

Objetivo é ter o mínimo possível de pessoas doentes e internadas

do site Botucatu Online

A prefeitura de Botucatu estuda ampliar medidas restritivas de circulação nos próximos dias, para reduzir o risco de ter o COVID-19 (Coronavirus) na cidade, período em que as autoridades de infectologia acreditam que aumentarão os casos da doença em todo o Estado. O objetivo é ter o mínimo possível de pessoas doentes e internadas.

Depois de reduzir a movimentação nas escolas, órgãos públicos, comércio, serviços, eventos culturais e esportivos, o prefeito Mário Pardini está analisando sugestões de lideranças da cidade e conversando com profissionais de saúde e direito, para bloquear a entrada de veículos de outras cidades, a passeio ou trabalho.

A possível decisão começou a ganhar força no último final de semana, quando 2 veículos parados no bloqueio da GCM e PM na entrada da cidade, tinham pessoas com febre alta. Elas foram encaminhadas para o HCFMB de Botucatu, para exames de Covid-19.

Os passageiros estavam com 39,5 e 40 graus de febre. Esses passageiros e motoristas fizeram coleta de exames que foram encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz para confirmação ou não da doença. Os visitantes estão sendo monitorados pela Saúde de Botucatu.

Segundo apurou a reportagem, se o bloqueio for implantado, diversas entradas de Botucatu serão bloqueadas com tubos e outros obstáculos. Ficarão abertas, mas com controle preventivo e medição de temperaturas, as entradas da Castelinho pela Avenida Pedreti Neto; a rua Campos Salles, acesso para Rubião Junior; COHAB I,pela Marechal Rondon e Rodovia Alcides Soares, acesso a Vitoriana.

Quem estiver veiculo com placa de outras cidades deverá informar quem vai recepcionar essa família ou pessoa que está chegando a Botucatu e quanto tempo ficará na cidade. Se a pessoa não tiver família no município, ela será orientada a retornar para seu local de origem.

Com isso a Prefeitura garantiria as relações familiares de pessoas que estudam e trabalham em outras cidades e mantém sob-controle o risco de ter o vírus circulando e provocar casos da doença no Município.