Embraer propõe redução de 25% nos salários e suspensão de contratos de trabalho

Ofertas serão analisadas pelos colaboradores em assembleia a ser realizada na quarta-feira, 8 

por Flávio Fogueral

Uma das maiores empregadoras de Botucatu, a Embraer começa a apresentar propostas para tentar amenizar os impactos provocados pela redução na produção devido à Covid-19. Entre as medidas, que atingirão a todos os postos e áreas da empresa, estão redução salarial, que pode chegar a 25% e até suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay off).

As propostas têm sido apresentadas aos sindicatos de funcionários nas cidades onde a empresa mantém unidades, incluindo Botucatu, que conta com mais de 1.800 funcionários. Tais ofertas serão analisadas pelos colaboradores em assembleia a ser realizada na quarta-feira, 8 de abril.

A primeira medida apresentada refere-se aos trabalhadores em atividades consideradas essenciais. De acordo com a empresa, os que estiverem em atividades presenciais não ocorrerão alterações de salário ou jornada. Já os que fazem o sistema home office terão redução de 25% na jornada e 25% do salário bruto. Segundo a fabricante, haverá complemento do governo federal estimado em R$ 453. Esta redução seria por 90 dias, com a garantia de estabilidade do emprego por 180 dias.

Outro ponto refere-se aos demais colaboradores, que terão suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), recebendo ajuda de custo governamental e complementação da empresa. Esta suspensão seria de 60 dias, onde a Embraer se compromete a estabilidade de emprego. Caso a situação persista, garantiria os postos por mais 60 dias.

Quanto ao complemento salarial, a empresa frisa que variará conforme a faixa salarial do funcionário. Para vencimentos de até R$ 5 mil, a pessoa receberá 75% do salário bruto. Com os salários entre R$ 5.001 e R$ 12 mil, recebimento de 90% sobre 75% do salário bruto. Já aqueles que recebem acima de R$ 12 mil, o pagamento incidirá de 85% sobre 75% do salário bruto.

Funcionários acima de 60 anos, grávidas e colaboradores em tratamento médico poderão estar em home-office ou lay-off, a depender da atividade, mas não devem trabalhar presencialmente.

“A Embraer informa que está negociando com diferentes sindicatos para tomar a decisão mais adequada para proteger os colaboradores do contágio pelo coronavírus e, ao mesmo tempo, manter atividades essenciais para atender clientes e a população, de forma a preservar empregos e a continuidade dos negócios. As novas medidas, ainda em discussão, incluem a possibilidade de redução da jornada de trabalho e suspensão temporária de contratos”, frisou a direção da empresa, por meio de nota oficial.

A empresa ainda estuda quais colaboradores estarão em cada modalidade, independentemente se estão atuando em home-office, presencialmente ou se estão em férias coletivas neste momento.