Artistas de Botucatu criam movimento e se reunirão com Pardini para debater ajuda à categoria

Mais de 150 trabalhadores que envolvem arte e cultura em Botucatu se organizaram para pleitear apoio

da Redação

Desde o início das restrições às mais diversas atividades comerciais, culturais e de deslocamento social, devido à pandemia de COVID-19, apresentações artísticas de qualquer natureza, visitas a museus, exposições, shows ou quaisquer outras atividades culturais e de entretenimento estão suspensas por tempo indeterminado e sem perspectiva de retorno a normalidade, o que causa um impacto direto na renda e na economia criativa dos trabalhadores envolvidos com estas áreas.

Por isso, mais de 150 trabalhadores, entre músicos, artistas de circo, teatro, dança, cinema, produtores de eventos e diversas outras áreas que envolvem arte e cultura da cidade de Botucatu, conseguiram se organizar através de um grupo de Whatsapp e das redes sociais para articular o movimento #EuCuidoDaCultura, uma iniciativa com o intuito de unir os diversos segmentos artísticos e a comunidade em geral sobre a pauta da COVID-19 e suas implicações emergenciais.

Além de um manifesto, vídeos e outros conteúdos de conscientização da pauta para as redes sociais, o grupo também preparou uma proposta de demanda por políticas de apoio, encaminhada ao Poder Executivo Municipal. Com a colaboração do Conselho Municipal de Cultura (CMC), o movimento #EuCuidoDaCultura conseguiu um encontro com o prefeito de Botucatu, Mário Pardini, para esta sexta-feira, 24 de abril.

“Gostaríamos de contar com a presença de todos os integrantes do movimento, que somam mais de 150 pessoas, no entanto, zelando pela saúde pública e evitando a aglomeração, foi tirada uma comissão para apresentar as demandas ao prefeito Pardini”, explica Cleberson Evangelista, atual presidente do CMC.

Entre os tópicos a serem discutidos com a Prefeitura estão a reativação com urgência de políticas descontinuadas no município, como a Lei de Fomento à Cultura, o PIPA (Programa de a Incentivo à Produção Artístico-Cultural) – que não ocorre desde 2013 – e a continuidade do Programa de Oficinas Culturais.

Em destaque, o grupo demanda uma política pública emergencial para o momento, com a criação de um programa que contemple 100 projetos de produção Artístico-Cultural no valor de R$2.400,00, tendo como contrapartida, apresentações dos processos artísticos e criativos, após o período de quarentena e isolamento social. Metade dos recursos necessários para viabilizar a medida já está disponível no Fundo Municipal de Cultura, o restante ainda deve ser pleiteado na reunião de sexta-feira.

“Nossa mobilização cresce exponencialmente. Muitos trabalhadores e trabalhadoras da cultura estão vulneráveis com essa crise. Em uma articulação democrática e horizontal cada membro do movimento tem se dedicado à produção de conteúdo, à pesquisa de ações e políticas públicas emergenciais de outras cidades, à divulgação da campanha e à interlocução entre sociedade civil organizada e poder público”, comenta Fernando Vasques, artista e produtor cultural, que integra o movimento #EuCuidoDaCultura de Botucatu.

Acesse o Instagram ou Facebook do movimento.