A virtude do bom humor

Um dos pontos mais surpreendentes e ricos do documentário é a defesa que Francisco faz da capacidade de manter o bom humor

Por Oscar D’Ambrosio*

Primeiro papa nascido na América, primeiro latino-americano, primeiro do hemisfério sul, primeiro a utilizar o nome de Francisco, primeiro não europeu em mais de 1200 anos e primeiro jesuíta, Francisco (nascido Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, 1936) sucedeu o Papa Bento XVI, que abdicou ao papado em 2013.

O documentário “Papa Francisco: um homem de palavra”, do alemão Wim Wenders, enfoca a trajetória e as ideias do papa principalmente a partir de depoimentos dele sobre os mais variados assuntos. Três deles merecem maior destaque: preocupação com os pobres, compromisso com o diálogo inter-religioso e humor – todos além dos dogmas.

Menos formal que os seus antecessores, Francisco escolheu residir em uma casa de hóspedes, em vez dos aposentos papais. Uma das preocupações enfatizada no filme é com o meio ambiente com a promulgação de Laudato si’, encíclica na qual critica o consumismo e apela à unificação global para combater a degradação ambiental.

Um dos pontos mais surpreendentes e ricos do documentário é a defesa que Francisco faz da capacidade de manter o bom humor e a capacidade de sorrir. Lembra que o senso de humor é uma graça divina que pede todos os dias para manter, pois ela aproximaria os homens de Deus. Mesmo perante a tragédia, saber sorrir, para o atual papa, é uma benção.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br

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