Somos todos gatos

O filme como um todo trata dos sentimentos humanos por meio dos felinos

Por Oscar D’Ambrosio*

Embora boa parte da crítica tenha sido extremamente dura com o filme “Cats”, de Tom Hooper, vale apena conferir esse musical americano-britânico de 2019, baseado no musical homônimo, que tem as suas raízes, por sua vez, no livro “Old Possum’s Book of Practical Cats”, do poeta T. S. Eliot.

O enredo básico trata de um grupo de gatos, chamado de Jellicles, que anualmente realiza uma cerimônia em que é tomada uma decisão muito importante: qual deles vai ascender para uma espécie de Paraíso, onde terá uma vida melhor. Cada um conta então a sua história para a líder na tentativa de ser o escolhido.

A produção conta com estrelas como Taylor Swift, Ian McKellen e Judi Dench e tem alguns momentos que merecem destaque. O principal deles é quando o gato que interpreta o Mágico, auxiliado pelo grupo, resgata a líder, que havia sido raptada pelo gato que representa o mal. É interessante notar como o seu sucesso vem apenas da força da coletividade.

O filme como um todo trata dos sentimentos humanos por meio dos felinos. Cada personagem representa uma faceta, que vai desde a ingênua e jovem moça em busca de sua identidade à veterana gata que se aliou ao mal e é rejeitada pelo grupo até ter a sua redenção final. Assim, por meio de gatos, aprendemos mais sobre nós mesmos e nossas relações com a sociedade.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br

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