Suspeito de liderar ataque a banco em Botucatu é preso quando se preparava para fazer cirurgia em SP

Oito pessoas já haviam sido presas pela ação

Do G1

Policiais Civis de SP prenderam Carlos William Marques de Jesus, conhecido como Grandão, quando ele se preparava para fazer uma cirurgia em um hospital na região da Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (30). Segundo a investigação, ele é suspeito de ter participado do ataque da quadrilha que explodiu uma agência bancária e aterrorizou moradores de Botucatu, no interior de São Paulo, em 30 de agosto deste ano.

Grandão era um dos dois últimos foragidos pelo crime. Oito pessoas já haviam sido presas pela ação.

Segundo a polícia, Grandão estava na maca, ainda de avental, já sob efeito de sedação para fazer uma retirada de projéteis balísticos. Ele foi atingido durante troca de tiros entre os assaltantes e os policiais durante o assalto ao banco em Botucatu.

O nome do hospital que realizaria a cirurgia não foi divulgado pela polícia por medida de segurança. Ainda de acordo com os investigadores, Grandão ainda tentou fugir, mas foi dominado pelos policiais.

Ele apresentou documentos falsos para fazer a cirurgia e negou que estivesse procurado pela Justiça.

Os policiais informaram que o DNA dele foi coletado na cena do crime, no interior de SP. Depois da prisão, ele foi levado para o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

Suspeito ainda tentou fugir sedado do hospital

Investigação

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), “as investigações realizadas até o presente momento conseguiram arrecadar provas sólidas da participação de ambos no roubo a banco ocorrido nesta cidade de Botucatu”.

A polícia informou que os irmãos Carlos Willian Marques de Jesus e Carlos Wellington Marques de Jesus, dois dos identificados pelo crime, têm uma extensa ficha criminal e são investigados por outros crimes parecidos na cidade.

De acordo com a polícia, Carlos Willian chegou a ser baleado durante a ação criminosa do mês passado e pagou para que moradores o medicassem na fuga.

O delegado do caso informou que, além dos oito presos e dos dois irmãos, a polícia já identificou mais de 10 pessoas suspeitas de participação na ação criminosa de agosto.

Outros presos

Até agora, oito suspeitos de participação nos ataque foram presos. As últimas duas prisões aconteceram em 5 de agosto, quando a polícia achou a dupla em um apartamento em Botucatu onde havia marcas de sangue, o que seria um indicativo de que eles acolheram algum criminoso no dia do crime. Segundo a polícia, eles confessaram essa participação.

Dois dias antes, a polícia havia prendido também quatro mulheres e um homem suspeitos de ajudarem na fuga dos criminosos. Na noite do dia 4, um homem de 42 anos foi preso em São Paulo, e a polícia confirmou que ele teve participação direta no ataque. Todos estão presos preventivamente.

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