Do Rock ao Jazz e vice-versa: álbum do guitarrista botucatuense Thiago Righi faz paralelo entre gêneros

O álbum, de acordo com Thiago Righi, é um disco síntese

Da Redação

Não fosse a pandemia, a quarentena e o isolamento impostos pela Covid-19, é certo que em 2020 teríamos testemunhado uma miríade de shows, tributos e homenagens a grandes artistas, músicos, fatos e álbuns históricos. No Jazz e no Rock, as efemérides de 2020 não foram poucas, nem irrelevantes: 100 anos do nascimento de Charlie Parker, audaz saxofonista do Bebop e um dos maiores jazzistas de todos os tempos; 50 anos da morte de Jimi Hendrix e dos lançamentos de Disraelli Gears, antológico álbum da superbanda Cream e Bitches Brew, disco revolucionário de Miles Davis, e que inventou o Jazz-rock. Houve, ainda, os 30 anos da morte de Stevie Ray Vaughan e a lamentável perda de Eddie Van Halen.

O guitarrista Thiago Righi tinha, programados para 2020, alguns projetos que celebrariam os nomes citados anteriormente, que tanto o influenciaram em sua formação musical. Mas, mesmo não podendo materializar tudo o que estava planejado, devido à pandemia, o músico conseguiu dar vida ao seu próprio álbum Contos insulares (2020), segundo registro do trabalho solo do guitarrista e compositor de Botucatu (SP).

O álbum, de acordo com Thiago Righi, é um disco síntese. “São composições, arranjos e interpretações que trazem à tona todo meu percurso: da criança deslumbrada com a música e sua primeira guitarra; do adolescente roqueiro ao estudante universitário que passou a preferir os discos de Blues e Jazz; do jovem adulto, suas influências sonoras, sonhos e inspirações, ao músico profissional plural, que hoje faz seu caminho de síntese, na busca constante de crescimento interior e de saber e respeitar quem é e o que se tornou”, afirma o músico.

Das oito faixas autorais que formam o álbum Contos Insulares, Tempête à Luzern, escolhida para seu novo videoclipe, é a música que, segundo Righi, “mais sintetiza e congrega, a um só tempo, esse amálgama de influências e presenças no/do meu percurso até aqui”. O clipe de Tempête à Luzern estreou recentemente e está disponível no canal do Youtube de Thiago Righi.. Já o álbum Contos Insulares pode ser ouvido em todas as plataformas digitais. Para saber mais, visite: www.thiagorighi.com

Thiago justifica a escolha do clipe de Tempête à Luzern como seu primeiro lançamento de 2021: “escrevi Tempête à Luzern, em Luzern na Suíça, durante um encontro anual de escolas de Jazz, promovido e captaneado por David Liebman, que tocou com Miles Davis. Aquela semana na Suíça punha termo a uma temporada de um ano de estudos e trabalhos na França. Ao mesmo tempo, aqueles dias em Luzern cobravam-me uma decisão: ficar pela Europa ou voltar ao Brasil? Uma decisão que envolvia confusão, medo, turbulência e barulho… Por fim, voltei ao Brasil e o resto é história”.

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