TRE assina acordo e participa de campanha de vacinação em massa em Botucatu

TRE fornecerá listagem de colégios eleitorais e seções eleitorais

Da Redação

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) assinou acordo de cooperação com a Prefeitura de Botucatu para apoiar a organização da vacinação em massa contra a Covid-19. Toda a população da cidade deverá receber a primeira dose da vacina em uma única data, ainda a ser definida provavelmente neste mês de maio, e a logística do evento seguirá os moldes de uma eleição.

A cidade foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), para realizar estudo clínico sobre a efetividade da vacina AstraZeneca/Universidade de Oxford. O município tem cerca de 150 mil habitantes, sendo 106 mil maiores de 18 anos.

Para organizar a vacinação, a Prefeitura contará com o auxílio do TRE, com o fornecimento de listagem de colégios eleitorais e seções eleitorais.  Segundo o plano estratégico, cada cidadão deverá se deslocar para sua seção eleitoral (nas escolas ou locais de votação). Nesse lugar, passará por uma triagem, portando seu título eleitoral, documento de identificação e comprovante de residência. Após, receberá da Justiça Eleitoral uma identificação de autorização e vai até o lugar de vacinação, instalado no mesmo local de votação. No total, são 45 pontos definidos, com 303 “seções de vacinação”.

Para auxiliar nos trabalhos de triagem e identificação dos cidadãos, a 26ª Zona Eleitoral – Botucatu tem divulgado, a partir desta semana, comunicados convidando as pessoas que já trabalham como mesários durante os pleitos a participar da campanha. Segundo o chefe do cartório, Igor Ignácio, já foram recebidas mais de 1.200 inscrições, número superior ao necessário (800 voluntários).

A triagem será facilitada a partir da relação de eleitores de Botucatu, mas a pessoa que não tiver o título na cidade e ali resida poderá comprovar sua residência com outro documento.

Pelo projeto, toda a população de Botucatu receberá duas doses da vacina, e os casos positivos na região serão sequenciados. Assim, será possível saber a efetividade da vacina produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em um estudo que deve demorar por volta de oito meses.

A proposta de realização da pesquisa envolve o Ministério da Saúde, a Prefeitura Municipal, a Universidade do Estado de São Paulo (Unesp/Hospital das Clínicas de Botucatu), a Universidade de Oxford, o laboratório AstraZeneca, a Fiocruz, a Secretaria de Ciências, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, a Fundação Gates e a Embaixada do Reino Unido.