Grupo de Mulheres na Política divulga carta aberta que pede maior ênfase no controle da pandemia em Botucatu

Na última semana foram 651 novos casos acumulados na Cidade

Da Redação

A aceleração dos casos de Covid-19 em Botucatu motivou o grupo União das Mulheres na Política a divulgar nesta quinta-feira, 10 de junho, uma carta aberta à população onde pede maior ênfase na adoção de medidas que visem a controlar a propagação do novo coronavírus, mesmo com a vacinação em massa ter atingido 75% dos moradores.

Na última semana foram 651 novos casos acumulados e, de domingo (6) a esta quinta-feira (10) o acumulado é de 711 botucatuenses infectados com a doença. Ao todo são 15.327 pessoas com a enfermidade, o que representa 10% da população. Ocorreram 243 mortes e 890 moradores estão em quarentena domiciliar obrigatória. No documento enviado à imprensa, o grupo pede ainda mais ações educativas pelo Poder Público e uma efetiva fiscalização a descumprimento dos protocolos sanitários.

Apesar da vacinação de 75% da população botucatuense acima de 18 anos, estamos batendo recordes de novos casos e internações nas últimas semanas. Nesta semana, Botucatu ultrapassou a marca de 15 mil casos de covid-19, ou seja, mais de 10% da população de Botucatu foi contaminada pelo novo coronavírus5. Por isso, é dever da prefeitura municipal colocar em prática políticas públicas integradas de saúde e de assistência social que propiciem seguranças básicas e protejam a vida da população: testagem ampla e eficiente; rastreamento de contatos; reforço das medidas de proteção – distribuição e incentivo ao uso de máscara, higienização das mãos e isolamento social – com anúncios na rádio, carros de som circulando pela cidade, vídeos de autoridades e pessoas de influência na cidade, fiscalização das aglomerações e estabelecimento de novas restrições, frisa um dos trechos da carta.

Em outro ponto, ressalta que é preciso colaboração da própria população na adoção de protocolos de higiene e sanitários, bem como uso de máscaras de proteção facial, evitar-se aglomerações e distanciamento.

Tal estado de calamidade deve-se também à ausência de uma abordagem mais enfática e conjunta das políticas públicas que, juntamente com a saúde, tragam informações claras e confiáveis, orientação e medidas de proteção à vida das pessoas em relação à COVID-19. Consideramos urgente a postura responsável dos governantes municipais para propiciar as condições básicas para que as pessoas permaneçam em isolamento social, para estancar a explosão de novos casos e necessidade de internações., salienta o documento.

A carta pode ser lido na íntegra aqui.