Justiça Eleitoral cassa chapa de Motinha e Anhembi pode ter nova eleição

Prefeito eleito era investigado por denúncia de assédio contra servidores municipais

Da Redação 

Menos de uma semana após eleger prefeito e vice em eleição suplementar, mais de 5.600 eleitores de Anhembi devem voltar às urnas. Decisão da Justiça determinou a cassação da chapa de Linderval Augusto Motta.

Despacho assinado pela juíza eleitoral Larissa Gaspar Tunala, acatou pedido do Ministério Público Eleitoral quanto a denúncia de abuso de poder político praticado pelo prefeito eleito.

Consta na queixa que Motta teria praticado assédio contra servidores municipais que declararam apoio a outro candidato, no caso, Rogério Winckler (Cidadania), segundo colocado na eleição suplementar.

Gravações com as ameaças, que incluíam exoneração, foram enviadas por meio da plataforma Pardal, de denúncia do eleitor contra abusos em campanhas. As pessoas que estavam nos áudios confirmaram à Justiça Eleitoral o teor da intimidação.

O acusado, que era presidente da Câmara Municipal, exercia interinamente o cargo de prefeito, tendo em vista a também cessação do então prefeito reeleito Miguel Machado, que tornou-se inelegível devido a denúncia de improbidade administrativa.

Além da cessação da chapa, Motta também pode perder os direitos políticos por oito anos e multa de R$ 53.205.

Procurada, a defesa de Linderval Motta ressaltou que ainda não foi notificada oficialmente da decisão, salientando que aguarda publicação no Diário Oficial da Justiça. No entanto, já preparam as alegações e posteriores recursos no Tribunal Regional Eleitoral.

Motta foi eleito com 1.772 votos (45,56%) contra 1.578 obtidos por Rogério Winckler. O candidato teria diplomação em 8 de novembro, data já suspensa pela Justiça.

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