Fiação frouxa de telefonia leva perigo a pedestres na Praça do Paratodos

Situação ocorre após um poste ter sido trocado na praça

Por Flávio Fogueral

Transeuntes que passam pela Praça Coronel Moura, nas imediações do Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci” têm enfrentado dificuldades quanto a cabos soltos no trecho e que acarretam potencial perigo. O problema tem persistido há pelo menos dois meses após a troca de um poste, segundo alguns comerciantes da região.

Desde então, emaranhado de fios e os cabos frouxos ficaram sem a devida manutenção, sendo que em alguns trechos os materiais estão a poucos centímetros das cabeças e pedestres. Em algumas das fachadas, os cabos foram amarrados de improviso para que nenhum incidente ocorresse. No Teatro Municipal, a fiação está acima da marquise acima da bilheteria.

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), responsável pelas estruturas como postes e fios elétricos, ressalta que os cabos soltos pertencem a outras empresas concessionárias de serviços de telecomunicação. Frisa que em casos de mudanças da estrutura de postes, a recolocação é da empresa que ocupa o espaço. “A regularização dos cabos e fios de telecomunicação conforme normas técnicas e regulamentares é de responsabilidade da empresa ocupante”, salientou a CPFL por meio de nota.

A própria empresa ressaltou que enviará, nos próximos dias, uma equipe para “avaliar o local e fará a correção caso os cabos apresentam riscos à segurança, em caráter emergencial”. Salientou, ainda, que notificará as demais empresas que usam a estrutura sobre irregularidades.

Fiação e cabos soltos de prestadoras de serviços têm se tornado problemas comuns em Botucatu nos últimos anos. Em diversas regiões, seja no Centro ou em bairros, é possível encontrar estes materiais junto ao chão ou mesmo sem a devida colocação. O fato motivou a Câmara Municipal, em algumas oportunidades, cobrar para que as prestadoras de serviço resolvam a situação. Em março uma reunião entre vereadores e representantes da Vivo e CPFL, em fevereiro e março, respectivamente, solicitava que as empresas otimizassem a resolução de quedas de cabos e fiação.

Já a Defesa Civil promove levantamento das reclamações de moradores e mapeia os locais com maiores incidência deste tipo de problema. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Botucatu ainda não havia divulgado as esttísticas refentes a cabos e fios soltos mapeados pelo setor neste ano. Em 2020, por exemplo, foram protocolados 50 ofícios junto à CPFL quanto à situação.

Em fevereiro deste ano a Prefeitura multou a Claro em mais de R$ 2 milhões por cabos soltos pela área urbana. No mesmo mês foi a Vivo/Telefônica recebr R$ 6 milhões em penalidades por problemas relativos a tais materiais.

Confira a nota da CPFL na íntegra:

“A CPFL Paulista esclarece que os cabos mencionados são de propriedade e responsabilidade de empresas de telecomunicações, bem como a sua recolocação. Vale destacar que a regularização dos cabos e fios de telecomunicação conforme normas técnicas e regulamentares é de responsabilidade da empresa ocupante. A distribuidora enviará uma equipe para avaliar o local e fará a correção caso os cabos apresentam riscos à segurança, em caráter emergencial. A distribuidora destaca que tem notificado sistematicamente as companhias de telefonia e internet de irregularidades de seus cabos de comunicação e irá reforçar as responsáveis para que o trabalho seja realizado com urgência. Vale ressaltar que a população não deve se aproximar dos cabos soltos de energia ou telecomunicação. Caso se depare com fiação caída ou baixa, isole o local e acione o serviço emergencial da empresa pelo telefone 0800 010 1010 (ligação gratuita), ou pelo aplicativo “CPFL Energia”.